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Política
Segundo turno
10/10/2018 | 06h00
Prefeito de Anápolis declara apoio ao candidato Bolsonaro

Rafael Oliveira*

O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PTB), declarou apoio ao presidenciável pelo PSL, capitão da reserva Jair Bolsonaro, na tarde de ontem. Em entrevista na sede da Prefeitura da cidade, Naves foi questionado se apoiaria algum dos candidatos neste segundo turno, já que no primeiro momento ele se absteve de declarar apoio. 

O prefeito justificou o seu voto pessoal no capitão ao relembrar os governos do PT na Presidência da República e gestões petistas também em Goiás. “Depois de dois mandatos de Lula, um e meio da Dilma Rousseff, não teria como me colocar favoravelmente ao Fernando Haddad. Eu vou votar no Bolsonaro e entendo que é o melhor ao País. É o que o povo quer e não irei contra a vontade dos meus eleitores e do povo anapolino”, argumentou. 

O petebista analisou o resultado da eleição do último domingo (7) como dentro do esperado. As mudanças no comportamento do eleitorado começaram nas últimas eleições municipais de 2016, segundo Naves, que adotou nova metodologia de escolher os candidatos e a resposta desse novo eleitor foi revelado nas urnas. “Quem se baseou em pesquisas qualitativas, não se surpreendeu”. 

Desde a eleição de 2016, o prefeito identificou um enfraquecimento de elementos clássicos usados nas campanhas, como os cabos eleitorais e apoios políticos. “O que mudou foi a forma como o brasileiro se relaciona com a política. O apoio político não foi decisivo nesta eleição”, explicou. A população participou silenciosamente nas duas últimas campanhas, sem usar adesivos ou bandeiras nos carros e tampouco fazer campanha espontaneamente para qualquer político. 

Segundo Naves, os políticos precisam ler a cartilha da população para saírem vitoriosos nas urnas. Além das novidades na campanha deste ano, as pesquisas qualitativas entregavam aos políticos três temas básicos que pautaram a eleição: segurança pública, saúde e moral. Naves apontou os cinco deputados federais eleitos e mais votados no estado como referência dessa nova política:Delegado Waldir Soares (PSL), ligado à segurança, Flávia Morais (PDT) e Zacarias Calil (DEM, ligados à saúde, e Francisco Júnior (PSD), ligado à Igreja Católica, que remonta a ética e a moral. 

Roberto Naves afirma que é necessário repensar a Reforma Política e a forma de se fazer política – a relação político-eleitor. 

A derrota do correligionário Jovair Arantes, líder do PTB na Câmara dos Deputados, indica que até os cardeais da política estadual precisaram mudar a relação com o eleitor. “Houve uma mudança muito drástica na eleição. Jovair teve seu nome envolvido em operação da Polícia Federal e perdeu muitos votos. Eu acho que qualquer agente público tem que ser investigado, o problema é ser condenado. Mas outros nomes também ficaram de fora, como Fábio Sousa e Giuseppe Vecci, mostrando apenas que o povo não estava satisfeito”. 

Com a saída de Jovair Arantes do cenário político, o prefeito assumiria o comando do partido em Goiás ou pelo menos como a figura mais importante do quadro, neste momento.“Essa questão partidária está deixando de existir, as pessoas votam na pessoa e não no partido. Não tenho pretensão de me tornar o mais importante ou mais forte dentro do PTB. Quem se preocupou com isso estava fadado ao fracasso”, disparou Naves. Mas o prefeito admite que os partidos precisam repensar os métodos de fazer política ou vão acabar. “O PT teve a maior bancada na Câmara dos Deputados, mas ainda assim perdeu em quantidade de deputados eleitos. Naturalmente isso ia acontecer porque houve uma comoção com o Lula preso. E a maior prova de que a pessoa é maior que o partido é Jair Bolsonaro, que elegeu a segunda maior bancada na Casa em um partido que não tem nem tempo de TV”. 

O prefeito acredita que a relação com o novo governador eleito no domingo, Ronaldo Caiado (DEM), será institucional e harmônica, apesar de ele ter coordenado a campanha política do governador José Eliton (PSDB) em Anápolis, derrotado nas urnas. “Minha forma de fazer politica é diferente. Nunca ataquei ninguém nem na minha disputa a prefeitura de Anápolis. Cada um faz sua escolha, ou você pode acertar e ganhar ou perder, faz parte do jogo. Não podemos jamais perder os princípios básicos, que é o respeito e o motivo de ocuparmos cargos públicos”, ressaltou.  (*Especial para O Hoje) 

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