23 de outubro de 2018 - terça-feira

Euro R$ {{cotacao.valores.EUR.valor| number:3}}    Dólar R$ {{cotacao.valores.USD.valor | number:3}}
{{tempo.cidade}}
{{tempo.previsoes[0].temperatura_min}}° MIN {{tempo.previsoes[0].temperatura_max}}° MÁX
Política
Investigado
10/10/2018 | 16h20
Marconi Perillo é preso pela PF, na Operação Cash Delivery
Ex-governador foi à sede da Polícia Federal para prestar depoimento, em investigação que apura possível recebimento de recursos da empreiteira Odebrech

Ao comparecer à sede da Polícia Federal para prestar depoimento na Operação Cash Delivery, na tarde desta quarta-feira (10), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) foi preso. Anteriormente o Ministério Público Federal havia informado não ter pedido a prisão  do político porque a legislação eleitoral não permitia, já que ele concorria ao Senado.

No último dia 28 a operação foi deflagrada no Estado e cumpriu mandado de buscas e apreensão em endereços ligados ao ex-governador. Na data, o ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) foi preso preventivamente. Além dele, também foram detidos o filho de Jayme, Rodrigo Godoi Rincón, o empresário Carlos Alberto Pacheco, o motorista de Rincón, o policial militar Márcio Garcia Moura, e o ex-PMPablo Rogério de Oliveira. Na casa de Márcio,foram encontrados pela Polícia Federal R$ 940 mil em espécie. 

Jayme Rincón foi solto na última sexta-feira (5) através de um habeas corpus, concedido pelo juiz Rafael Ângelo Slomp, da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás. 

A defesa de Marconi Perillo, advogado Antônio Carlos Almeida de Castro, conhecido como Kakay, emitiu a seguinte nota.

"A Defesa de Marconi Perillo, perplexa, vem registrar a completa indignação com o decreto de prisão na data de hoje. O Tribunal Regional da Primeira Região já concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola de outra decisão de prisão já revogada por  determinação do TRF 1. Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex Governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento. Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados. A Defesa acredita no Poder Judiciário e reitera que uma prisão por fatos supostamente ocorridos em 2010 e 2014, na palavra isolada dos delatores, afronta pacífica jurisprudência do Supremo, que não admite prisão por fatos que não tenham comtemporaneidade. Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no departamento de Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos . KAKAY"
 Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal não haviam se pronunciado. 
Tópicos:

Comentário

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
(62) 3095-8700 / 3095-8722 (dp. comercial)