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Política
DEM
11/10/2018 | 06h00
Ronaldo Caiado reforça apoio a Jair Bolsonaro
O governador eleito já havia dito que não bastava apenas hipotecar apoio, mas se engajar na campanha do presidenciável

Ronaldo Caiado também se encontrou com o candidato ao GDF Ibaneis Rocha, em Brasília, para declarar apoio a candidatura

Venceslau Pimentel*

Após declarar apoio ao candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), o governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) discutiu ontem a forma de participação na campanha do presidenciável no segundo turno.

Nesse sentido, Caiado viajou de Brasília ao Rio de Janeiro, no início da tarde ontem, para conversar com Bolsonaro, em sua residência. A interlocutores, o governador eleito já havia dito que não bastava apenas hipotecar apoio, mas se engajar na campanha do presidenciável, em Goiás, que disputa o Palácio do Planalto com o petista Fernando Haddad.

No primeiro turno, Bolsonaro obteve, em Goiás, 57,2% dos votos válidos, e Haddad, 21,9%. O candidato do PSL venceu em 204 cidades de Goiás, e o petista em 42, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No cenário nacional, Bolsonaro venceu em 16 estados e no Distrito Federal; e Haddad em nove. Ciro Gomes (PDT) ganhou no Ceará.

Governador eleito no primeiro turno com 1.773.185 votos, Caiado evitou declarar apoio a um dos presidenciáveis, porque, em sua coligação, constava candidatos de diversos partidos, entre eles o PDT de Ciro Gomes, o Podemos de Álvaro Dias, e o PSL de Bolsonaro.

Mas a chapa de Caiado não ficou neutra. O senador e candidato à reeleição Wilder Morais (DEM), fez campanha aberta parar Bolsonaro. Morais sempre defendeu o presidenciável, tendo como base o passado do candidato. “O Brasil precisa de um freio de arrumação. E pelo que vejo Bolsonaro representa este freio”, dizia o senador.

Transição

Caiado deve anunciar ainda esta semana os nomes que irão compor a equipe de transição, já que o governador José Eliton (PSDB) indicou José Carlos Siqueira, que preside o Ipasgo, e Afrânio Cotrim, da Goiás Parceria.

A normatização da transição se dar por decreto. “O governador pediu maior transparência possível, transmitindo todos os dados para que a equipe do novo governador tenha conhecimento absoluto de todas as demandas e de tudo que será necessário para ele (Ronaldo Caiado) iniciar seu governo”, disse Cotrim.

Apoio

Da mesma forma, Caiado anunciou apoio ao candidato ao governo do Distrito Federal Ibaneis (MDB), durante posição em entrevista ao Programa Balanço Geral DF, na TV Record, após encontro com Ibaneis em sua residência, em Brasília.

Para o governador eleito, “é fundamental uma sintonia entre o DF e Goiás para garantir ações concretas que beneficiem a população goiana e brasiliense. Caiado acredita que uma postura de queda de braço entre os dois governos só prejudica o cidadão que deu um recado claro nas urnas, o de que quer mudança nas gestões de Goiás e DF”.

“Hoje pela manhã eu tive uma reunião longa com o candidato ao governo do Distrito Federal, o Ibaneis, e declarei apoio a ele. Pedi a todos os meus amigos, todas as cidades que têm eleitores em Brasília, que apoiem e elejam o Ibaneis para que amanhã nós tenhamos condições de ter uma interligação cada vez maior, uma capacidade de aglutinar ações”, pontuou

Ronaldo Caiado ainda afirmou que os dois governos unidos podem buscam ações, com apoio das bancadas de Goiás e DF no Congresso Nacional, junto ao governo Federal. E destacou: o eleitor espera resultados efetivos dos novos governantes sem populismo e corrupção. 

Caiado disse que há temas em que é fundamental ter uma convergência de ações, de legislações em prol do DF e Goiás. Ele citou o caso do transporte público, em que há um fluxo intenso de passageiros entre o Entorno e Brasília e várias legislações diferentes. Neste caso, o usuário do serviço é o maior prejudicado. “Eu faço uma legislação em Goiás e o governador do Distrito Federal faz outra legislação aqui. Isso não funciona. Temos que deixar a vaidade de lado e entender quais são os pontos fundamentais para resolvermos o assunto do cidadão. E aí é fundamental nós termos sintonia com o próximo governador (do DF)”, ponderou. 

“O eleitor deixou claro uma coisa só nesse processo eleitoral que está aí.  É um ciclo que acabou, um ciclo do populismo, da politicagem, do enriquecimento ilícito, da corrupção. O cidadão quer saber agora o que realmente o Estado vai levar para ele em termos de resultado: saúde, segurança, educação, oportunidade de emprego, programas sociais. E, nessa hora, não adianta essa queda de braço. Eu e o Ibaneis conversamos muito tempo no sentido de buscar ações concretas também com as duas bancadas de Goiás e do Distrito Federal junto ao governo federal”. (*Especial para O Hoje) 

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