Política

Sobre 2ª onda da Covid-19, Caiado alerta: “Março será o pior mês que vamos enfrentar”

Postado em: 23-02-2021 às 10h15
Governador adotou tom de preocupação em relação à pandemia do Coronavírus em Goiás e pediu conscientização | Foto: Lucas Diener

Da redação 

O governador Ronaldo Caiado (DEM) adotou um tom de preocupação em relação à pandemia, nessa segunda-feira (22/02), reforçando o pedido de conscientização. “Março será o pior mês que vamos enfrentar a Covid-19 com essas variantes que chegaram até nós”, declarou.

“Por favor, eu peço que mantenham o uso de máscara, o afastamento, a higienização das mãos, porque a demanda está sendo muito maior que na primeira onda”, continuou o governador durante entrevista coletiva após a entrega do novo câmpus da Faculdade da Polícia Militar de Goiás, em Goiânia.

Caiado afirmou que todas as ações do Estado nos últimos meses têm sido no sentido de reduzir os impactos da pandemia e de, principalmente, salvar vidas. Ele exemplificou sua fala com a considerável expansão hospitalar regionalizada.

“Estamos hoje com muito mais leitos de enfermaria e de UTI [Unidades de Terapia Intensiva] do que na primeira onda, e a demanda está cada dia maior. Só nesta semana serão mais 50 leitos abertos”, assegurou.

No entanto, apesar dos esforços do poder público, o governador frisou que o atual cenário requer a colaboração de todos. “Se não tivermos a contrapartida da população, fica difícil. Já disse e repito: há limitação, principalmente das nossas equipes na área de saúde. Estão estafadas, sobrecarregadas, alguns não suportam a carga do volume de trabalho e isto tem sido um fator extremamente preocupante”, ressaltou.

Monitoramento da pandemia

Caiado ainda mencionou o novo formato de monitoramento da pandemia em Goiás, lançado na última semana pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). Ele classifica, semanalmente, as regiões conforme a gravidade da curva de contágio pela Covid-19 e outros indicadores. A partir disso, uma nota técnica da pasta recomenda como cada município deve proceder.

O governador cobrou e destacou a importância “da ação de decisão dos prefeitos, junto à fiscalização que será implantada pelo Ministério Público de Goiás” em relação às possíveis novas regras adotadas por cada município.

As medidas têm expectativas de reduzir o número de pessoas acometidas pela doença a partir dessa estratégia conjunta. “As nossas medidas são essas, que já tomamos. Continuaremos a avaliação, região a região. É lógico que em um parâmetro de uma semana pode ser mudado, e espero que sim”, concluiu.

 

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