Política

Seis deputados policiais nada fizeram para reduzir o crime em Goiás

Postado em: 03-03-2021 às 08h55
No currículo desses deputados não há nada que tenha representado algum avanço para a manutenção da paz social dos goianos | Foto: Reprodução

José Luiz Bittencout

Goiás tem 2 deputados federais – Delegado Waldir (PSL) e João Campos (Republicanos) – e 4 estaduais – Delegada Adriana Accorsi (PT), Major Araújo (PSL), Delegado Eduardo Prado (DC) e Delegado Humberto Teófilo (PSL)– que são oriundos das forças de segurança pública, mas nenhum deles, pelo menos até agora, jamais deu qualquer contribuição para ajudar na queda dos índices de criminalidade no Estado. 

Poderia ser uma ideia, um projeto de lei, um pronunciamento, uma proposta inovadora, qualquer coisa, enfim. Mas no currículo desses 6 deputados não há nada que tenha representado até hoje algum avanço para a manutenção da paz social para as goianas e os goianos.

Um, como João Campos, já está no 3º mandato na Câmara Federal. Delegado Waldir cumpre o 2º mandato. Na Assembleia Legislativa, Major Araújo está no 3º mandato, Adriana Accorsi no 2º mandato e os demais, Eduardo Prado e Humberto Teófilo, no 1º mandato.

Com exceção de Major Araújo, que é da Polícia Militar, os outros pertencem ao quadro de carreira da Polícia Civil e são delegados, no momento licenciados para o exercício dos seus mandatos parlamentares. Embora tenham diferentes graus de atuação, todos eles divergem da linha política do governador Ronaldo Caiado – coincidência ou não oúnico chefe de Executivo da história de Goiás que, até hoje, conseguiu reduzir de fato a criminalidade no Estado, em alguns casos, como o roubo a bancos ou a caixas eletrônicos, até mesmo zerando os índices.

Para inovar como o 1º governante a alcançar resultados para a população com a política de segurança, Caiado, em seus 2 anos e 2 meses de mandato até o presente momento não contou com o apoio ou a colaboração dos deputados policiais. Ao contrário, alguns, como o Major Araújo e o Delegado Humberto Teófilo fazem é atrapalhar, tumultuando na Assembleia a tramitação de matérias que visavam a reestruturar a carreira de funcionário público estadual e evitar sobrepeso nocivo para o Tesouro do governo de Goiás. Mesmo assim, todos os projetos foram aprovados, sempre com o voto contrário dos 3 deputados da Polícia Civil e daquele que veio da Polícia Militar, todos atentos aos seus interesses corporativistas.

Em Brasília, nem João Campos nem Delegado Waldir apresentaram qualquer projeto ou se destacaram por encaminhar questões pertinentes ao setor de segurança pública, nem para o país nem para Goiás. Na verdade, existe uma falta de sintonia entre a presença desses representantes da polícia nos Parlamentos estadual e federal e a geração de efeitos positivos para a sociedade, uma vez que eles se limitam a ter essencialmente uma atuação política ou partidária e não atuam em favor das estratégias de combate e repressão ao crime em Goiás – missão que está hoje exclusivamente a cargo do governador Ronaldo Caiado. (Especial para O Hoje)

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