Política

Avanço da pandemia esfria troca no secretariado estadual

Postado em: 03-03-2021 às 14h45
O foco é tentar reduzir a contaminação e garantir atendimento de Saúde a população | Foto: Nathan Sampaio

Samuel Straioto

A recomposição do secretariado do governo estadual deu uma pausa como avanço da Covid-19 em Goiás. Havia uma expectativa de novas nomeações, mas por enquanto ainda não há nova previsão. As atenções da administração têm sido direcionadas ao enfrentamento do coronavírus. O governo pretende ampliar suporte às famílias mais vulneráveis e colaborar na promoção de um cenário econômico que venha a refletir em mais espaços de trabalho em Goiás. A reforma prevista, teve até o momento poucas mudanças.

Os diálogos para nova composição do governo esfriaram com o avanço da pandemia. Palacianos ouvidos pela reportagem relataram que o momento é impróprio para diálogos políticos e que a questão teve ritmo diminuído. O foco é tentar diminuir o nível de contaminação do coronavírus em Goiás e aumentar a estrutura de Saúde para atendimento da população. As conversas para alterações no secretariado estavam ocorrendo desde o final do ano passado.

Alguns novos auxiliares já foram nomeados. O ex-deputado José Vitti assumiu a Secretaria de Indústria e Comércio; O ex-prefeito de Goianésia Renato de Castro foi para a presidência da Codego. As duas indicações foram da cota do próprio governador, ou seja, sem muitas mudanças políticas. Outro nomeado para pastas no governo foi Henderson Rodrigues na Secretaria de Esporte e Lazer, sendo cota do partido Solidariedade, do deputado federal Lucas Vergílio. Lineu Olímpio foi indicado para a função de diretor presidente das Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa), na cota de José Nelto (Podemos).

Ainda há expectativa de mudanças em outros locais como: Cultura (Secult) e de Desenvolvimento Social (Seds), que tendem a ficar sob o comando de pessoas próximas ao governador. A pasta da Cultura continua sendo administrada por um interino, desde a saída de Alexandre Baldy do cargo, após rompimento do governador com Alexandre Baldy. O secretário da Retomada, César Moura responde provisoriamente pela pasta. Ainda não há definição de um substituto.

Para Seds é cotado o nome de Wellington Matos. Ele é servidor efetivo do Estado e atualmente ocupa a diretoria financeira da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). Matos deve substituir a ex-senadora Lúcia Vânia. A definição do nome de Wellington Matos ocorreu após mais de dois meses de conversas de bastidores e especulações sobre um substituto para Lúcia Vânia. A secretária passará por um procedimento cirúrgico nos próximos dias. A saída dela do governo estadual está acertada desde o fim do ano passado.

Vale ressaltar que Welington Matos tem a simpatia da primeira-dama, Gracinha Caiado. Ele foi gestor de Planejamento e Orçamento da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), superintendente de Novos Negócios e Relacionamento Institucional das Indústrias Químicas de Goiás (Iquego), superintendente e gerente especial de Auditoria dos programas Produzir/Fomentar e coordenador do Programa Bolsa Garantia, ambos na Secretaria de Indústria e Comércio (SIC). Outro motivo para que seja escolhido um nome de confiança é a continuidade da reestruturação dos programas sociais, por exemplo, o antigo Renda Cidadã. A gestão estuda um novo programa de transferência de renda.

Havia uma expectativa de que o governo pudesse ampliar a participação de outros partidos no governo. Chegou a ocorrer conversações com o Republicanos e com o Progressistas, que poderiam ajudar no apoio à reeleição de Caiado nas eleições de 2022. No entanto, em relação ao último partido, houve rompimento do governador com o presidente do Progressistas em Goiás, Alexandre Baldy, durante as articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Quanto à primeira legenda, havia uma expectativa de aproximação, mas as conversas não evoluíram. A Secretaria de Esportes chegou a ser oferecida para o Republicanos, mas o deputado estadual Jefferson Rodrigues preferiu não assumir o cargo, e sim continuar no mandato 

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