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Ser Do Bem
Refugiados
12/03/2018 | 06h00
ONU afirma preocupação com repatriamento forçado de congoleses em Angola
Estas pessoas foram entregues às autoridades da RD Congo, junto à fronteira, entre os dias 25 e 27 de fevereiro

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) está preocupada com o repatriamento forçado de 530 refugiados da República Democrática do Congo que estavam em Angola. Estas pessoas foram entregues às autoridades da RD Congo, junto à fronteira, entre os dias 25 e 27 de fevereiro. A maioria destes refugiados, 480, vivia no Centro de Acolhimento de Cacanda, em Luanda Norte, e 52 viviam na cidade de Dundo.

A encarregada de relações externas do ACNUR Angola, Margarida Loureiro, disse à ONU News, de Luanda, que 480 refugiados ainda estavam à espera de serem registrados. “Apesar de não estarem registrados, estavam com pulseiras de identificação do ACNUR, com números de série, preenchiam todos os critérios previstos na Convenção para Refugiados, e por isso são considerados dignos da nossa proteção.”

Margarida Loureiro explicou que o ACNUR já entrou em contato com as autoridades angolanas para compreender o motivo destes repatriamentos forçados. “A resposta que temos por parte das autoridades provinciais é de que, uma vez que estes refugiados não estavam registrados biometricamente, as autoridades não os consideram refugiados, mas sim imigrantes irregulares. A nossa posição é bastante diferente, já o explicamos às autoridades a nível provincial e a nível central. Quando os critérios previstos na Convenção para os Refugiados se encontram preenchidos, não é preciso ter um papel para que essa pessoa seja efetivamente um refugiado.”

Segundo a encarregada, estas pessoas chegaram a Angola em julho do ano passado, quando o processo de registro biométrico parou e, por isso, ainda aguardavam a conclusão do processo.


Repatriamento

Margarida Loureiro explica que o ACNUR continua a defender que o repatriamento não é uma solução neste momento. “O ACNUR não promove o repatriamento de refugiados vindos da zona do Kassai, uma vez que as condições de segurança e de dignidade ainda não se encontram preenchidas. Por isso, temos vindo, por diversas vezes, a instar as autoridades angolanas a não considerar o repatriamento como uma solução de momento.” 

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