quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Saúde

Meninas de 9 a 13 anos devem ser vacinadas contra HPV

As doses são aplicadas nas unidades básicas de saúde de todos os municípios goianos, Cais, Ciams e Postos

Redação O Hojepor em
Meninas de 9 a 13 anos devem ser vacinadas contra HPV
As doses são aplicadas nas unidades básicas de saúde de todos os municípios goianos

Meninas de 9 a 13 anos devem ser vacinadas contra HPV

Cinquenta mil meninas de nove anos devem ser vacinadas em Goiás contra o vírus HPV principal fator responsável pelo câncer do colo do útero. Para reforçar a importância da imunização  e incentivar a vacinação, o Ministério da Saúde realiza desde o início deste mês uma mobilização nacional com slogan Proteja o futuro de quem você ama.

Além das meninas de nove anos, as da faixa etária de 10 a 13 anos que não tomaram a vacina ou não completaram as duas doses necessárias para ficarem imunes ao vírus devem ser vacinadas. A vacina HPV quadrivalente faz parte do Calendário Nacional e está disponível em cerca de 36 mil salas de vacinação de todo o País. 

Parceria

A vacinação é realizada pela Secretaria da Saúde de Goiás em parceria com as secretarias municipais de Saúde e com a Secretaria da Educação. As doses são aplicadas nas unidades básicas de saúde de todos os municípios goianos, Cais, Ciams e Postos. Alguns municípios aplicam a vacina em escolas públicas e privadas com o intuito de proporcionar a proteção a um número maior de meninas.

A gerente de Imunizações da Secretaria Estadual de Estadual de Saúde, Clécia Di Lourdes Vecci Menezes, destaca que a vacina também está disponível para as mulheres da faixa etária de 14 a 26 anos, que também não imunizadas, que têm HIV/Aids. Esta população foi incorporada como prioritária, considerando que as complicações decorrentes do HPV ocorrem com mais frequência em portadores de HIV e Aids.

Além disso, as meninas poderão ser vacinadas nas escolas públicas e particulares. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica a importância da estratégia. “Pesquisas, em todo o mundo, demonstram que envolver as escolas é a melhor forma de alcançar altos índices de cobertura. Isso irá permitir que o Brasil possa ter uma geração de mulheres livres do câncer de colo de útero nos próximos ano”, afirma. A recomendação é que as secretarias da Saúde articulem junto às secretarias de Educação a operacionalização das ações nas escolas. “Assim, cada município define sua estratégia de vacinação, de acordo com a logística e realidades locais”, completa Carla.

O secretário de Vigilâncias em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, ressalta a importância de aplicar duas doses da vacina, sendo que a segunda seis meses após a primeira. “Só assim, essas meninas poderão chegar à idade adulta livre da ameaça de uma doença como a câncer do colo de útero, responsável pela quarta causa de morte na população feminina brasileira”, enfatiza. O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 70% infectadas pelos tipos 16 e 18, que são de alto risco para o desenvolvimento câncer do colo do útero. Estudos apontam que 265 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 16 mil novos casos e cerca de 5,4 mil mortes em 2016.

Campanha publicitária

O filme protagonizado por Carolina Kasting e a filha de 13 anos é veiculado em todo o País, durante a mobilização. Além disso, também fazem parte da campanha peças para rádio e mobiliário urbano, como adesivos para ônibus e cartazes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Brasília, Fortaleza, Curitiba e Salvador.

Além das adolescentes de 9 a 13 anos, o que inclui também a população indígena na mesma faixa etária, também devem receber a vacina meninas e mulheres vivendo com HIV/Aids de 9 a 26 anos.

Atualmente existem no Brasil, cerca de 59 mil mulheres de 15 a 26 anos vivendo com HIV e aids. Para meninas e mulheres vivendo com HIV e aids, o esquema vacinal consiste na administração de três doses. A segunda dose deve ser administrada dois meses depois da primeira e, a terceira, seis meses após a primeira (0, 2 e 6 meses). O Ministério da Saúde investiu R$ 1,1 bilhão para a compra de 32 milhões de doses nos últimos três anos.

A vacina adotada pelo Ministério da Saúde é a quadrivalente que confere proteção contra quatro subtipos de HPV (6; 11; 16 e 18). Esta vacina é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem efeito demonstrado nas infeções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida. A vacinação previne contra câncer do colo do útero, vulvar, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas ou displásicas; verrugas genitais e infecções causadas pelo papilomavírus humano (HPV), contribuindo na redução da incidência e da mortalidade por esta enfermidade.

Balanço

No acumulado de 2014 e 2015, 4,5 milhões de meninas foram imunizadas com a segunda dose da vacina contra o HPV, correspondendo a 92,3% do público alvo. Até 29 de março, 3,4 milhões de meninas de 9 a 11 anos foram vacinadas com a primeira dose contra HPV. Isso representa 69,5% das meninas nessa faixa-etária público-alvo (4,8 milhões). Quanto à segunda dose, até essa data, 2,1 milhões de meninas foram imunizadas, o que representa 43,73% do público-alvo.

Câncer

O câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre mulheres brasileiras e a quarta causa de morte na população feminina, atrás do câncer de mama e colorretal. Receber a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. Portanto, a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos. (Goiás Agora)

(Foto: Divulgação Ministério da Saúde)

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