sábado, 24 de outubro de 2026
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Deputado diz que pedido de prisão de Eduardo Cunha significa “oxigenação”

“O pedido de prisão de Eduardo Cunha, de José Sarney e do presidente do Senado Renan Calheiros tem uma simbologia muito especial para a sociedade brasileira”, disse Nelzon Marchezan Júnior (PSDB-RS)

Redação O Hojepor em
Deputado diz que pedido de prisão de Eduardo Cunha significa “oxigenação”
“O pedido de prisão de Eduardo Cunha

Deputado diz que pedido de prisão de Eduardo Cunha significa “oxigenação”

Primeiro a falar hoje (7) na sessão do Conselho de Ética da Câmara para a discussão e votação do relatório que pede a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Nelzon Marchezan Júnior (PSDB-RS) disse que o pedido de prisão do peemedebista – feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot – dá uma ideia de “oxigenação” para a sociedade.

A informação foi divulgada hoje pelo jornal O Globo, que destacou também o pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República, José Sarney.

“Intencional ou não, aceito ou não, o pedido de prisão de Eduardo Cunha, de José Sarney e do presidente do Senado Renan Calheiros tem uma simbologia muito especial para a sociedade brasileira. Dá uma ideia de oxigenação, de que instituições estão cumprindo seu papel e tentando punir os que historicamente representam tudo aquilo que a sociedade rejeita na política”, afirmou.

Para Marchezan Júnior, nos mais de seis meses de processo, Cunha teve todas as oportunidades para apresentar seus argumentos, mas “não convenceu”. “O deputado Marcos Rogério [relator do processo] fez um relatório impecável que destruiu qualquer um ou todos os argumentos apresentados pela defesa. Ele deixou de forma transparente e clara que esta Casa não possuiu outro caminho que não a perda do mandato de Eduardo Cunha, a não ser para os parlamentares que têm relação pessoal com Eduardo Cunha, aqueles que desenvolveram uma relação de proximidade, os que têm compromisso com ele, seja pessoal, seja em decorrência da presidência que exerceu aqui”, completou.

Impeachment de Dilma

Na mesma linha, José Geraldo (PT-PA) disse que o país deu “muita colher de chá” para o peemedebista. “Seu afastamento deveria ser pedido em março, mas só depois que ele fez um grande mal ao Brasil, de instalar o processo de impeachment da presidente Dilma, depois de ter conduzido a sessão do dia 17 na Câmara, que veio seu pedido”, lamentou.

Segundo ele, Cunha continuou dando as cartas mesmo depois do pedido de afastamento do cargo e do mandato que ocupava pelo Supremo Tribunal Federal. “Eduardo Cunha e o seu grupo expulsaram daqui o vice-presidente [Waldir] Maranhão que desapareceu. Depois, foi com o presidente em exercício Michel Temer e disse que o líder do governo ele que indica e Temer não teve como não aceitar o nome de André Moura que está indiciado em seu estado. Não tem mais cabimento este conselho não votar pela cassação”, defendeu.

Foi justamente o pedido de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff um dos motivos apontados por Laerte Bessa (PR-DF) como base de seu posicionamento. Bessa disse que não ficou comprovado que Cunha tenha contas no exterior e sugeriu uma sentença mais branda. “Talvez uma suspensão ficaria bem. A cassação é muito dura. Estamos julgando se ele mentiu ou não. Ele disse que truste não é conta corrente”, afirmou.

Condenação

Ainda no papel de aliado, o deputado admitiu que, no Supremo Tribunal Federal (STF), onde correm mais de três processos contra Cunha, o peemedebista deve ser condenado, e defendeu que a atribuição de uma penalidade mais dura fique limitada à esfera do STF.

“Acho que ele vai ser condenado pelo Supremo pela pressão da imprensa e pelos fatos que foram apurados lá e que não temos apurados”, disse. Bessa garantiu que nunca viu Cunha interferindo nos resultados da Câmara e disse que ficou surpreso com o pedido de prisão feito por Rodrigo Janot. “Logo hoje? Fico surpreso. É muita coincidência”, disse.

O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), encerrou há pouco as inscrições para o pronunciamento de deputados. Ele anunciou que 21 titulares e quatro não membros terão a palavra por 10 e 5 minutos, respectivamente. Além destes parlamentares, ainda serão ouvidos líderes partidários que podem se inscrever ao longo de toda a sessão. (Agência Brasil)

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