domingo, 25 de outubro de 2026
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China aprova sanções contra Coreia do Norte

Ministério do Comércio chinês publica novo pacote de produtos proibidos para exportação no país

Sheyla Sousapor em
China aprova sanções  contra Coreia do Norte
Ministério do Comércio chinês publica novo pacote de produtos proibidos para exportação no país

O Ministério do Comércio chinês publicou a lista de mercadorias, tecnologias e equipamentos que serão proibidos para exportação à Coreia do Norte, no âmbito da Resolução 2.270 do Conselho da Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em março deste ano, Pequim apoiou o novo pacote de sanções, o mais grave da toda a história das sanções contra a Coreia do Norte, introduzido pela ONU em resposta às ações provocativas de Pyongyang depois da realização de testes nucleares no início do ano.

De acordo com a lista divulgada pelo ministério, a proibição atinge as mercadorias e tecnologias que podem ser usadas para a elaboração de armas nucleares, químicas e biológicas. Já é o segundo grande pacote de sanções introduzido pelas autoridades chinesas depois da resolução do Conselho da Segurança da ONU.

No início de abril, Pequim anunciou a restrição do comércio com a Coreia do Norte. Os observadores destacam que a proibição da importação do carvão, ferro, ouro, metais de terras raras e outras matérias-primas pode prejudicar a capacidade militar das Forças Armadas da Coreia do Norte, pois as rendas da venda do ouro e dos metais de terras raras eram dirigidas, na maior parte, para objetivos militares.

O novo pacote de sanções se destina a impedir o crescimento da potência nuclear de Pyongyang.

Durante muito tempo, a China teve a posição moderada no assunto da regulação da situação na península, considerando que a pressão excessiva pode causar mais ações precipitadas por parte do regime norte-coreano. Mas a negligência por Kim Jong-un dos apelos internacionais se tornou muito provocativo.

Isso, por um lado, fez a China um dos promotores da última resolução da ONU. Por outro lado, com a ausência de canais para o diálogo, Pequim começou manifestando mais energicamente, por quaisquer formas, sua preocupação e explicando os motivos das suas ações. Ultimamente, ela tem feito isso através de contatos diretos com representantes da administração norte-coreana.

Provavelmente por essa causa, alguns especialistas falaram sobre o possível abrandamento da posição de Pequim em relação à Coreia do Norte. Entretanto, as sanções introduzidas mostram que a China, apesar das possibilidades que surgiram para o diálogo, continuará solicitando a execução por parte da Coreia do Norte das exigências da ONU. A China apela para a desnuclearização da península Coreana. (AB) 

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