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sábado, 17 de janeiro de 2026
Vacina

Começa hoje campanha de combate à raiva

Atualmente, a vacina é a principal medida comprovada de combate à raiva

Renatopor Renato em 1 de setembro de 2016
Começa hoje campanha de combate à raiva
Atualmente

Setembro é o mês de campanha contra a raiva. Surto transmitido principalmente pelos pets para os humanos, a raiva é alvo de combate em todo o mundo, apesar de já ter sido erradicada em alguns pontos da Terra. A importância da vacina, portanto, é elevada neste mês, já que o dia 28 de setembro foi escolhido como o Dia Mundial de Combate à Raiva. Sua incidência é em animais e, por serem os cães e gatos os que têm mais contato com os humanos, o foco da vacina é nos pets, tanto que sua gratuidade só existe para a vacina de cães e gatos. 
A vacina é a principal medida comprovada de combate à raiva atualmente. O médico veterinário Jaime Dias, gerente técnico de Animais de Companhia da Merial Saúde Animal, explica que ainda não existe tratamento disponível para a raiva e “todos os mamíferos, inclusive o homem, são suscetíveis à infecção, manifestação clínica e consequente evolução da doença até a morte”. Por isso a luta contra a epidemiologia estaciona-se na prevenção, e o tratamento fica, ainda, à mercê das pesquisas. No caso dos mamíferos silvestres, a vacina ainda é terceirizada. 
A fatalidade da doença é uma das principais preocupações quando o assunto é raiva. O veterinário Bruno Sérgio, gerente de controle de população animal da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, relata que há registro de apenas cinco casos em que as pessoas que contraír

am o vírus conseguiram sobreviver ao contágio. “No entanto todos tiveram sequelas, como lesões neurológicas e paralisia”, explica. Ainda segundo ele, em Goiânia, a vacina que circula é aquela contra a raiva paralítica. Essa forma com que a doença se manifesta faz com que a vítima deixe de andar, fique apática e salivando, conforme explica o Bruno Sérgio.
A outra variante da doença, a raiva furiosa, circulou em Goiás até os anos 2000. “O animal tornava-se agressivo e atacava as pessoas”, explica Bruno. Outra diferença da furiosa para a paralítica é que, na última, a transmissão é acidental e, na primeira, há o ataque. Já no caso dos animais silvestres, os sintomas variam um pouco. “Os principais sinais clínicos são paralisia de membros posteriores e de cauda, evoluindo para respiração abdominal e morte em três a seis dias após inicio dos sinais clínicos da doença”, explica Jaime Dias.
No caso de o seu animal de estimação não ter tomado a vacina e, por um acaso, tenha convulsão, o melhor é chamar por um veterinário e não interferir. Isso porque, se a convulsão for um sintoma de raiva, é possível que o humano que tentar ajudar o animal seja contagiado pela doença. “Evite o contato ou manuseio do mesmo e procure imediatamente o médico veterinário. Ele é o profissional capacitado para realização de orientações e diagnóstico adequado para o seu animal”, finaliza Jaime.
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