Entidades do agro criticam fusão milionária
Gigantes da biotecnologia, Bayer e Monsanto, realizaram parceria de R$ 66 milhões. Monopólio preocupa setor
A fusão da Bayer, empresa alemã de químicos, com a Monsanto, gigante da biotecnologia, foi concretizada nesta quarta-feira (14) por US$ 66 bilhões. Desde o começo da negociação, em maio, entidades do agronegócio tentam vislumbrar os impactos da transação no campo.
Segundo Rui Prado, presidente do Sistema Famato. "Com certeza não é ideal que haja concentração nas empresas fornecedoras dos produtores rurais. Olhamos com certo receio essa concentração de duas gigantes como Bayer e Monsanto. Isso vai na linha do monopólio", disse. Para o executivo, o principal impacto deve ser no bolso do agricultor. "Imagino que coisas desse tipo vão aumentar o preço dos insumos que o produtor vai comprar. Isso não tenho dúvida alguma. A história e o mercado nos mostram isso".
Já Marcos da Rosa, presidente da Aprosoja Brasil, acredita que ainda é muito cedo para avaliar os impactos. "Todos os procedimentos legais levam tempo
O presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), José Américo Pierre Rodrigues, acredita que a união das duas empresas deve fortalecer o produtor rural, assim como outras negociações de grande porte. "Nesse caso especifico são duas empresas líderes: a Monsanto em sementes e transgênicos, e a Bayer em proteção pra cultivo. Elas vão ganhar escala ainda maior, e também agregar conhecimento dos dois lados, tem uma sinergia grande. Estou com uma expectativa otimista", diz.