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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
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Exportação

Marconi vai propor uniformização de alíquota do Consórcio Brasil Central

Para governador, uniformização de alíquotas aumentará a competitividade do setor

Postado em 18 de outubro de 2016 por Redação
Marconi vai propor uniformização de alíquota do Consórcio Brasil Central
Para governador

cd1e14ad6aa83062f212185906852441O governador Marconi Perillo anunciou em São Paulo, durante a 16ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, que vai propor aos estados que integram o Consórcio Brasil Central – Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia e Distrito Federal – uma política de alíquota comum em vários produtos, inclusive o etanol. “Acho que isso vai ser um diferencial”, disse o governador em entrevista à imprensa, no encerramento do evento.

Marconi também explicou melhor a proposta de sobretaxar os combustíveis fósseis, que trazem danos à saúde e ao meio ambiente. Segundo ele, será enviada uma carta à Organização Mundial de Saúde (OMS), sugerindo que a instituição assuma uma política mais agressiva, como faz em relação ao tabaco, na questão dos derivados do petróleo, especialmente a gasolina e o óleo diesel.

“Eu acho que chegou a hora de propor que produtos poluentes ou que contribuam para o aquecimento global e mudanças climáticas possam pagar mais impostos e taxas. Também deve-se apoiar aqueles que desenvolvem políticas focadas na energia renovável”, sustentou Marconi. Para ele, é preciso que a OMS tenha uma política isonômica. “Se ela quer um mundo sustentável, com alimentos e ar de qualidade, boa qualidade de vida, é preciso enfrentar o desafio de sobretaxar essa indústria que produz combustível fóssil, tóxico, que prejudica as pessoas”, observou.

O governador também falou da versatilidade do etanol. A montadora de automóveis Nissan, por exemplo, trabalha há cinco anos num protótipo que permite que o veículo rode movido a energia elétrica, gerada pelo bioetanol, o e-bio, apresentado ao governador pelo presidente da Datagro, Plínio Nastari.  A expectativa da montadora é que o modelo se torne comercial só em 2020, mas a presença da tecnologia na conferência lembrou a demanda do mundo por energia limpa e o potencial brasileiro na produção de biocombustíveis. “Isso é extraordinário, porque a indústria da cana de açúcar agregou muito valor econômico nas últimas décadas. Essa iniciativa agora – transformar álcool em eletricidade – é um avanço da ciência que vai contribuir com a melhoria de vida das pessoas no planeta”, disse Marconi, ao ser perguntado sobre a novidade tecnológica.

Na conferência, Marconi argumentou que o etanol traz desenvolvimento. “O IDH dos municípios produtores de cana cresceu 65% entre 1970 e 2010, enquanto o IDH dos municípios sem produção cresceu apenas 57%”, disse.  Reafirmou que Goiás tem “forte compromisso” com a energia renovável e também tem hoje uma das matrizes energéticas “mais limpas do País”, com produção de etanol, biomassa e biodiesel. A expectativa da safra goiana da cana de açúcar para este ano, apesar da influência da crise econômica nacional, é de aproximadamente 70 milhões de toneladas.

“O segmento da sucroenergia é economicamente estratégico”, avaliou Marconi. Disse ainda que lançará “uma cruzada” para todos os que defendem um planeta mais limpo, sem grandes mudanças climáticas. “O desafio está posto. Como governador, começarei a agir imediatamente”, acrescentou.

Evento

A 16ª Conferência Internacional Datagro (consultoria agrícola) reuniu produtores de açúcar, etanol e biodiesel dos cinco continentes, com a participação de autoridades públicas, fundos de investimento, empresas de logística, distribuidores e fornecedores de insumos. O governador foi saudado pelo presidente da Datagro, Plínio Nastari, como um grande aliado do setor sucroenergético e aliado estratégico no debate sobre produção de energias não-poluentes.  

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