Sem crise: Mix Brasil celebra sua 24ª edição
Maior festival LGBTQ da América Latina começa no dia 9 e prossegue até 20/11 em SP
Mesmo afetado pela crise econômica, o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade chega à sua 24ª edição “com todas as atividades acontecendo” – de acordo com o diretor e curador do festival, João Federici. O MixLab vai promover o encontro entre cineastas do País e do mundo por meio de apresentação de filmes, palestras, debates e cursos para os jovens cineastas brasileiros.
Considerado o maior festival LGBTQ da América Latina, o Mix Brasil começa no dia 9 e prossegue até o dia 20, na capital paulista, apresentando 114 filmes de 26 países, muitos deles premiados em festivais. “Continuamos com o cinema sendo nosso forte e com o teatro com cerca de dez espetáculos”, disse Federici, em entrevista à Agência Brasil.
“O festival continua com todo esse alvoroço e com todos os problemas financeiros que a gente enfrentou e estamos enfrentando neste ano, mas o evento continua inteiro, com todas as atividades”.
Segundo Federici, a crise foi contornada dentro do festival “com muita criatividade” e uma equipe um pouco mais reduzida, além de uma diminuição na quantidade de filmes estrangeiros. Mas isso será pouco sentido pelo público e nas diversas atividades de cinema, música, teatro, dança e conferências que são promovidas todos os anos pelo evento.
O tradicional Show do Gongo, comandado pela atriz Marisa Orth, também não ficará de fora e vai ocorrer no dia 15, a partir das 20h30, no Centro Cultural São Paulo. Apesar da crise, o festival deste ano foi ampliado. “Crescemos em salas. Teremos mais salas este ano. Teremos toda uma pr
As crianças terão uma atividade especial no Centro Cultural São Paulo, uma oficina chamada Fazendo Cinema – Crescendo com a diversidade, coordenada por Christian Saghaard. “Temos uma oficina para crianças de escolas públicas e vamos mostrar como fazer cinema e aprender a fazer cinema com diversidade”, afirmou.
A abertura do festival, no Auditório Ibirapuera, terá a apresentação do filme O Ornitólogo, do cineasta português homenageado pelo evento neste ano, João Pedro Rodrigues. O filme foi premiado em Locarno, na Suíça, neste ano, na categoria de Melhor Direção. Outros filmes premiados e que estarão no festival são É Apenas o Fim do Mundo, de Xavier Dolan (Canadá), vencedor do prêmio do Júri no Festival de Cannes; As Vidas de Thérèse, de Sébastien Lifshitz (França), vencedor da Queer Palm no Festival de Cannes; Kiki, de Sara Jordenö (Suécia/EUA), vencedor do Teddy de Melhor Documentário em Berlim; Quem Vai Me Amar Agora?, de Barak Heymann e Tomer Heymann (Israel/Reino Unido), vencedor do Panorama Audience Award no Festival de Berlim; e A Intervenção, de Clea DuVall (EUA), prêmio especial do Júri e de Melhor Atriz em Sundance.
Pela segunda vez, dentro do festival, as questões relativas à população LGBTQIA (novo termo, dadotado no lugar de LGBT, que vem gerando polêmica nos Estados Unidos) serão debatidas em cursos, oficinas, encontros e rodas de conversa na Conferência Internacional (SSEX BBOX) & Mix Brasil.