quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Planos econômicos

Acordo sobre perdas da poupança depende do STF

Pagamento entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, será paga uma parcela à vista e duas semestrais, com abatimento de 8%

Sheyla Sousapor em
Acordo sobre perdas da poupança depende do STF
Pagamento entre R$ 5 mil e R$ 10 mil

Assinado há quase dois meses, o acordo que compensará as perdas da caderneta de poupança com planos econômicos dependerá do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para entrar em vigor. Responsável por validar a principal ação que encerrará os processos na Justiça, o ministro Ricardo Lewandowski informou que submeterá a decisão aos demais ministros da corte.

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 165 é o processo mais importante sobre o tema, por questionar a validade de planos econômicos. De acordo com o STF, o encaminhamento da ADPF ao plenário do Supremo está entre as prioridades do ministro para o início do ano Judiciário 2018, que começou no dia 1º de fevereiro.

Diferentemente de outros ministros do STF, que homologaram monocraticamente (sozinhos) as ações sobre o acordo, Lewandowski decidiu levar o caso para os colegas. Na última semana, o ministro Gilmar Mendes validou dois acordos em ações referentes a perdas com valores bloqueados das contas no Plano Collor 1 e por perdas com inflação geradas no Plano Collor 2, na década de 1990.

Com a decisão de Gilmar Mendes, falta apenas a homologação mais abrangente, que está sob a relatoria de Lewandowski. Ao encaminhar despacho para a Procuradoria-Geral da República (PGR), em dezembro, o ministro tinha informado que pretendia submeter o acordo ao plenário do Supremo. A PGR já deu parecer favorável à validação da ADPF.

No fim de dezembro, o ministro Dias Toffoli tinha homologado acordos fechados entre poupadores e dois bancos – Banco do Brasil e Itaú – relativos a perdas com valores não bloqueados do Plano Collor 1 e com perdas inflacionárias dos Planos Bresser e Verão.


Pagamento

Assinado entre a Advocacia-Geral da União (AGU), representantes de bancos e associações de defesa do consumidor e de poupadores, o acordo encerrará processos que se arrastam há mais de 20 anos na Justiça que tratam de perdas financeiras causadas a poupadores por planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. O acordo estabelece que quem tem direito a até R$ 5 mil receberá à vista o valor sem desconto.

Entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, será paga uma parcela à vista e duas semestrais, com abatimento de 8%. A partir de R$ 10 mil, uma à vista e quatro semestrais, com redução de 14%. Aqueles com direito a receber mais de R$ 20 mil, terão 19% do valor descontado. A correção para os pagamentos semestrais será feita pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação.

Não será necessário se dirigir ao banco para receber os valores. O pagamento será feito diretamente na conta-corrente do poupador ou por meio de depósito judicial. Os honorários serão pagos diretamente aos advogados. Para aderir, o poupador deverá acessar um sistema eletrônico. Ele precisará comprovar a existência e o saldo da conta de poupança, através de cópia dos extratos bancários do período ou da declaração do Imposto de Renda. 

Após o Supremo terminar de homologar o acordo, os bancos terão de validar as habilitações e prepararem os sistemas para fazerem os pagamentos. Somente 15 dias depois de as instituições financeiras concluírem o trabalho, os valores serão depositados. (Agência Brasil)  

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:

Veja também

Proteína vira destaque nas embalagens e movimenta indústria de alimentos

NEGÓCIOS

Proteína vira destaque nas embalagens e movimenta indústria de alimentos

A economia mundial do bem-estar movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024 e pode chegar a US$ 9,8 trilhõ...
Fim da escala 6×1 pode prejudicar a economia? Países mostram outro cenário

Jornada de trabalho

Fim da escala 6×1 pode prejudicar a economia? Países mostram outro cenário

Fim da escala 6x1 divide economistas sobre impacto na economia brasileira
carros

Mercado automotivo

Carros chineses pressionam valor de revenda dos usados no Brasil

Preços mais competitivos dos zero-quilômetro estão mudando as referências usadas na avaliação ...
Balança comercial registra superávit de US$ 7,74 bi em setembro

Importação e exportação

Balança comercial registra superávit de US$ 7,74 bi em setembro

Resultado da balança comercial foi impulsionado pelo avanço de 12,9% nas exportações, com destaq...
Flávio

Impacto econômico

Liderança de Flávio Bolsonaro no 1º turno anima mercado com possível alternância de poder

Ibovespa salta 7,7% e dólar recua abaixo de R$ 5 enquanto analistas comparam os impactos da continu...
Cafeterias crescem 38% em cinco anos e setor já reúne 482 mil empresas

NEGÓCIOS

Cafeterias crescem 38% em cinco anos e setor já reúne 482 mil empresas

Pequenos negócios representam 98% do mercado brasileiro, enquanto Goiás concentra quase 20 mil est...
Veículos

Automóveis

Venda de veículos bate recorde para setembro com 509,6 mil unidades emplacadas

Balanço da Fenabrave aponta alta de 8,32% na comparação anual e avanço de 14,41% no acumulado de...
Além das oportunidades de contratação, evento oferece serviços de apoio ao trabalhador, orientação profissional e acesso a programas de capacitação

VAI CAIR MAIS CEDO!

Segunda parcela do 13º salário será antecipada em 2026; veja a data

Prazo legal termina em um domingo e empresas deverão depositar o valor até sexta-feira, 18 de deze...