Aprovado pela prefeitura, Feira Hippie vai mudar de lugar
Projeto está em fase de discussão em uma câmara técnica formada por órgãos do poder público municipal e estadual
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Denise Soares*
A prefeitura de Goiânia aprovou ontem (2), por meio do Gabinete de Gestão Integrada Municipal de Goiânia (GGIM), a criação de uma câmara técnica composta por órgãos do poder público municipal e estadual, para desenvolver um projeto de regularização das feiras livres e especiais da Capital. Segundo o assessor de coordenação do GGIM, Wagner Beltrão, a ideia é começar pela Feira Hippie, que funciona atualmente na Praça do Trabalhador, no Setor Norte Ferroviário, aos finais de semana.
A proposta visa o recadastramento dos feirantes, adequação as normas técnicas de vigilância sanitária, do Corpo de Bombeiros Militar, dos órgãos de defesa do consumidor municipal e estadual, bem como de segurança. O estudo prevê ainda a reorganização e reestruturação da maior feira da América Latina, que deve ser realocada e receber uma setorização, de acordo com os produtos comercializados.
Beltrão pontua que ainda não há a definição de um novo endereço para a feira, “mas estudam-se sugestões de logradouros como, por exemplo, o prolongamento da Avenida Leste-Oeste”. O projeto surge em um momento oportuno, já que a Praça do Trabalhador passa por um processo de revitalização, que busca resgatar momentos históricos que remetem a construção de Goiânia e a reocupação do espaço pela população.
Atualmente, a praça serve como abrigo de moradores de rua, ponto de consumo e revenda de drogas. As obras também são uma preocupação antiga de integrantes da Feira Hippie que já apresentaram projeto para a Prefeitura em 2015, com o intuito de revitalizar o espaço, garantir a continuidade da feira, arborização, estacionamento para 1,3 mil veículos e lazer aos frequentadores nos outros dias da semana. No entanto, este não foi aprovado.
O assessor de coordenação da GGIM explica que “a regularização da Feira Hippie deve resolver o problema do trânsito e indiretamente da Rua 44, com o escoamento do fluxo de pessoas e fim da informalidade”.
O estudo passará pelo menos por três etapas: recadastramento de todos os feirantes; entrevistas com comerciantes recadastrados, de áreas circunvizinhas e população local; e ação da Prefeitura de Goiânia junto ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), para realização do sorteio que irá definir o novo espaço de cada feirante. “A preocupação maior do Gabinete é fazer toda a ação de forma colegiada sem gerar ônus aos comerciantes, população e para cidade e garantir o exercício da cidadania e o bem-estar por meio do fortalecimento de laços comunitários e de parcerias com os todos os interessados”, ressalta.
O plano é fruto de gestão colegiada da Secretaria de Fiscalização de Posturas da Prefeitura de Goiânia; Guarda Civil Municipal (GCM); Polícia Civil de Goiás (PCGO); Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO); Polícia Rodoviária Federal (PRF); Corpo de Bombeiros Militar; Superintendência de Vigilância em Saúde; Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA); Secretaria Municipal de Trânsito (SMT); Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg); Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplam); Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO); Juizado da Infância e Juventude de Goiânia; Secretaria Municipal de Finanças de Goiânia; sob coordenação da Sedetec. (Denise Soares especial para O Hoje)