quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Eleições 2018

Combate a notícias falsas se intensifica no período eleitoral

Para evitar compartilhar as chamadas fake news é necessário que o leitor verifique a veracidade da informação

Alessandra Rochapor em
Combate a notícias falsas se intensifica no período eleitoral
Para evitar compartilhar as chamadas fake news é necessário que o leitor verifique a veracidade da informação

Jornalistas, empresas de comunicação e o poder público realizam projetos para investigar e combater notícias falsas.(Foto: Divulgação)

Da Redação 

A circulação de informações falsas, fatos e boatos nas redes sociais podem aumentar com o inicio da propaganda eleitoral das eleições de 2018. Visando combater as notícias falsas, ou as chamadas fake news, um projeto recém-lançado, ComProva, reúne jornalistas de 24 diferentes veículos de comunicação do país para checar informações durante o período eleitoral e recebe questões por Whatsapp.

O poder público também se mobilizou para combater os boatos. A Polícia Federal e o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, por exemplo, montaram equipes exclusivas para investigar e combater notícias falsas.

O fenômeno das notícias falsas não é novo, mas foi potencializado com a popularização da internet. “A notícia falsa existe desde que o jornalismo foi criado. Porém, o processo de comunicação de massa não é mais um monopólio dos grandes meios de comunicação, já que o cidadão comum também consegue transmitir conteúdos”, explica o coordenador do curso de Jornalismo do Centro Universitário Internacional Uninter, Guilherme Carvalho.

Durante a corrida eleitoral que elegeu Donald Trump nos Estados Unidos, em 2016, por exemplo, houve um “boom” de notícias falsas. Uma pesquisa conduzida pelo Pew Research Center no período pré-eleitoral norte-americano apontou que 64% dos adultos dos Estados Unidos acreditavam que as notícias falsas estavam deixando a população confusa a respeito de fatos básicos.

Verdadeiro x Falso

Antes de compartilhar uma informação, é importante diferenciar uma notícia falsa da verdadeira. O professor sugere que os leitores busquem qual é a fonte da informação, comparem a mesma notícia em vários sites ou veículos jornalísticos e se questionem: quem está disseminando essa informação e com qual interesse? 

Carvalho explica que a responsabilidade maior é dos jornalistas, que devem prezar pela qualidade do próprio trabalho, mas outras entidades são responsáveis, empresas midiáticas, poder público e organizações da sociedade civil. “O brasileiro, infelizmente, não é educado para pensar a mídia. É um processo de aprendizagem”, pontua.

A população também pode acessar sites confiáveis de checagem de fatos, como o ComProva, sugere Carvalho. Conheça outras iniciativas abaixo:

Aos Fatos

Site de checagem de fatos existente desde 2015, atua fortemente em questões de interesse público. Destaca-se pelo lançamento da Fátima, “bot” (robô) que vasculha a rede social Twitter em busca de notícias falsas e alerta os usuários que as compartilharam. 

Agência Lupa

É a primeira agência dedicada exclusivamente à checagem de fatos no Brasil, derivada da Revista Piauí. Acompanha o noticiário diário de diversas áreas e publica os resultados de checagem em seu site, além de vendê-los para outros veículos de comunicação.

Projeto Truco

Pertencente à Agência Pública, iniciou o trabalho em 2014, checando as falas dos candidatos à presidência no 1º e 2º turno. Desde então, o projeto ampliou para a ampla checagem de fatos de interesse público.

Boatos.org

Criado em junho de 2013, o site reúne jornalistas que investigam a veracidade de diversos tipos de histórias, boatos, rumores e informações compartilhadas na internet. É liderado pelo jornalista Edgard Matsuki.

Fato ou Fake

Serviço recém-lançado pelo portal de notícias G1, conta com o time de jornalistas da Rede Globo para a checagem de fatos.

 

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