terça-feira, 27 de outubro de 2026
Eleições de 2018

Vice-PGR diz que declarações de Bolsonaro são crime de racismo

A denúncia criminal contra Bolsonaro foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República em abril e se refere a uma palestra que o candidato deu no Clube Hebraica

Guilherme Araújopor em
A denúncia criminal contra Bolsonaro foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República em abril e se refere a uma palestra que o candidato deu no Clube Hebraica
A denúncia criminal contra Bolsonaro foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República em abril e se refere a uma palestra que o candidato deu no Clube Hebraica

 candidato à Presidência pelo PSL, deputado federal Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, defendeu nesta terça-feira que a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal torne réu o candidato à Presidência pelo PSL, deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), pelo crime de racismo.

A denúncia criminal contra Bolsonaro —líder nas pesquisas de intenção de voto em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva— foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República em abril e se refere a uma palestra que o candidato deu no Clube Hebraica do Rio de Janeiro ano passado.

Na ocasião, na avaliação da PGR, Bolsonaro fez um discurso de incitação ao ódio e preconceito direcionado a diversos grupos, como culpar indígenas pela não construção de hidrelétricas em Roraima.

Em sustentação na turma, o representante do Ministério Público Federal disse que estão presentes os elementos de “ódio racial” e que a narrativa permite se chegar a essa conclusão.

“Claramente, as palavras proferidas pelo denunciado são capazes de configurar um delito”, disse.

“Palavras constroem mundos ou destroem vidas. Palavra tem poder e poder tem limites. O discurso de ódio racista é essencialmente desumanizador”, afirmou Mariz Maia, lembrando a grande presença de Bolsonaro nas redes sociais.

O advogado Antonio Moraes Pitombo, defensor do deputado, pediu a rejeição da denúncia.

A turma concedeu um intervalo e volta depois, com a tomada de votos dos integrantes do colegiado. 

(Agência Reuters)

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Bolsonaro