quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Denúncia de fiéis

Polícia indicia pastores por venda ilegal de igreja em Goiânia

Os fiéis afirmam que ajudaram na compra de vários itens, como aparelhos de som e bancos. Os envolvidos negam o crime

Katrine Fernandespor em
Os fiéis afirmam que ajudaram na compra de vários itens, como aparelhos de som e bancos. Os envolvidos negam o crime
Os fiéis afirmam que ajudaram na compra de vários itens, como aparelhos de som e bancos. Os envolvidos negam o crime

Polícia indicia pastores por venda ilegal de igreja em Goiânia

Da redação

Dois pastores foram indiciados pela polícia civil por estelionato na venda ilegal de uma igreja evangélica, em Goiânia.Segundo informações eles teriam fraudado uma assembleia para autorizar a comercialização do imóvel com todo o mobiliário alegando, no entanto, que haveria somente uma união entre os dois templos. Os fiéis afirmam que ajudaram na compra de vários itens, como aparelhos de som e bancos. Os envolvidos negam o crime. 

A investigação teria começado em março deste ano após denúncia dos próprios fiéis. De acordo com o delegado  Isaías Pinheiro, responsável pelo caso, em 2013, o pastor Valtuir Martins Ferreira vendeu a Igreja Batista da Vila União para o bispo Gilmar Martins, que representava a Igreja Luz Para os Povos, no mesmo setor. No entanto, eles não trataram o negócio como uma venda. 

“Houve o golpe, o estelionato. O pastor vendeu a igreja de ‘porteira fechada’, inclusive com os fiéis. Ele fez uma reunião e os induziu ao erro, dizendo que não estava vendendo a igreja alegando que haveria apenas uma união entre os dois templos”, explica.

O delegado, acredita que os religiosos agiram em cumplicidade, pois o imóvel, com tudo que havia dentro, é avaliado em cerca de R$ 400 mil, mas a venda foi concretizada por somente R$ 80 mil.

Os dois envolvidos negaram as acusações. Valtuir disse que assumiu a Igreja Batista em 1997 e que em 2001, uma assembleia decidiu pela união com a Igreja Luz Para os Povos. A documentação foi chancelada em 2013. No entanto, o pastor afirmou que não houve, de fato, uma venda e que ninguém pagou ou recebeu dinheiro na situação.

Já Gilmar afirmou apenas que a união entre as duas igrejas foi feita conforme o que está previsto em lei. Desde que a negociação foi concretizada, a igreja está fechada e não recebe mais celebrações.  

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