quarta-feira, 22 de abril de 2026
Cash Delivery

Jayme Rincón tem prisão preventiva decretada

Juiz Rafael Ângelo Slomp converteu regime de custódia do acusado, que segue preso sem data para soltura

Lucas de Godoipor Lucas de Godoi em 3 de outubro de 2018
Juiz Rafael Ângelo Slomp converteu regime de custódia do acusado, que segue preso sem data para soltura
Juiz Rafael Ângelo Slomp converteu regime de custódia do acusado, que segue preso sem data para soltura

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Lucas de Godoi*

Foi decretada pelo juiz Rafael Ângelo Slomp, da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás a prisão preventiva do presidente licenciado da Agência Goiana de Obras e Transportes (Agetop), Jayme Rincón. Havia a expectativa de que o ex-coordenador da campanha à reeleição de Zé Eliton fosse solto hoje , preso desde a última sexta-feira (28) em caráter preventivo. 

Além de Rincón, o magistrado decidiu também converter a prisão de seu motorista, o policial militar Márcio Garcia de Moura em preventiva. Na casa de Márcio foram encontrados R$ 940 mil em espécie. 

Na mesma decisão, o juiz prorrogou por mais cinco dias as prisões temporárias do empresário Carlos Alberto Pacheco e do filho de Jayme, Rodrigo Godoi Rincon. O quinto acusado, Pablo Rodrigo de Oliveira foi solto no início da noite desta terça-feira. 

Os suspeitos foram detidos na última sexta-feira (28) pela Operação Cash Delivery que investiga as delações premiadas de executivos da Odebrecht. Segundo a denúncia, Jayme Rincón teria recebido entre 2010 e 2014 cerca de R$ 12 milhões da construtora em benefício do ex-governador Marconi Perillo. 

Perillo não teve a prisão pedida por causa da legislação eleitoral, que veda a prisão de candidatos 15 dias antes e 2 dias depois do pleito. Na decisão, o juiz Rafael Ângelo Slomp citou que as informações trazidas ao seu conhecimento são de que Marconi Perillo é “apontado como líder da organização e destinatário dos valores das propinas”. O magistrado ainda considera que Marconi tenha influência no Estado de Goiás, de forma que “apontado como fato concreto a nomeação de seu cunhado, Sérgio Cardoso, ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás”. 

Risco

No despacho, Slomp aponta a preocupação de que Jayme destrua provas, caso seja solto, e cita a possibilidade de Rincón ter destruído anteriormente provas que poderiam incriminá-lo. “Não continha mais e-mails anteriores a 21/08/2016, sendo possível que todo o conteúdo anterior a esta data tenha sido apagado em virtude do andamento das investigações da operação Lava Jato, que em 22/03/2018, na 26ª fase, realizou busca no apartamento do filho de Jayme Rincon em São Paulo, local utilizado para a entrega da propina”, cita na decisão sobre investigação anterior.  

Atualizado às 22h21.

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