quinta-feira, 5 de novembro de 2026
PSL

Bolsonaro diz que políticas afirmativas reforçam “coitadismo”

“Tudo é coitadismo. Não pode ter política para isso. Coitado do negro, do gay, das mulheres, do nordestino, do piauiense, tudo é coitadismo no Brasil, isso não pode continuar acontecendo”, disse

Guilherme Araújopor em
Bolsonaro diz que políticas afirmativas reforçam “coitadismo”
“Tudo é coitadismo. Não pode ter política para isso. Coitado do negro

Bolsonaro diz que políticas afirmativas reforçam “coitadismo”

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, reiterou que as políticas afirmativas da forma como são aplicadas no país reforçam o preconceito. Para ele, é necessário “acabar com o coitadismo” que, na sua avaliação, predomina entre homossexuais, negros, mulheres e nordestinos. Bolsonaro também defendeu a definição de “cota social” a partir da renda das pessoas, não por outros critérios.

“Tudo é coitadismo. Não pode ter política para isso. Coitado do negro, do gay, das mulheres, do nordestino, do piauiense, tudo é coitadismo no Brasil, isso não pode continuar acontecendo”, disse. “Vocês [do Piauí] são tão iguais quanto nós do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.”

A afirmação ocorreu durante entrevista à emissora Cidade Verde, retransmissora do SBT no Piauí, cuja íntegra foi divulgada nas redes sociais do candidato do PSL à Presidência da República. “Quero agradecer ao Nordeste. Das nove capitais, ganhamos em cinco no primeiro turno.”

Cotas

Bolsonaro afirmou que é importante transformar a políticas de cotas, estabelecida hoje no país, em “cota social”, com base na renda. Sem detalhar a proposta, ele disse que da forma como ocorre atualmente há incentivo à divisão da sociedade. “A política de cotas no Brasil está completamente equivocada”, disse. “Isso tudo é maneira de dividir. Somos todos iguais perante à lei. Somos um povo debaixo de uma só bandeira, verde e amarela.”

Segundo o candidato, as diferenças por orientação sexual ou etnia não devem prevalecer na definição das políticas de cotas. “Quem se dedicar pelo mérito, logicamente terá vida mais tranquila do que aquele que não se dedicou no seu tempo de jovem.”

Política

Bolsonaro afirmou que não fará distinção entre governadores que o apoiaram na campanha eleitoral e os que pertencem à oposição. Ele citou nominalmente os governadores eleitos, no primeiro turno, do Piauí, Wellington Dias (PT), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Segundo ele, sua gestão vai adotar uma política com os estados diferente da executada pelos últimos governos federais.

“Menos Brasília, mais Brasil. Tudo que pudermos mandar de mais recursos para os estados e municípios nós vamos mandar. Vamos tratar todos os estados de forma republicana. Estamos prontos para conversar.”

O candidato voltou a dizer que, após o ataque à faca que sofreu em setembro, mudou o ritmo de campanha para preservar a própria saúde. “Logicamente, não posso mais fazer o que vocês viram no Brasil, de cair nos braços do povo, porque minha vida está em risco.”

Fake news

Bolsonaro rebateu novamente que tenha ligação com as denúncias sobre a existência de um grupo de empresários que financiaria um esquema de envio em massa de mensagens anti-PT na plataforma do WhatsApp. Segundo ele, foi uma “matéria plantada” e improcedente.

“Não tenho contato algum com empresário, nunca pedi para fazerem isso. No meu Facebook, nunca impulsionamos nada. Você derrota o PT com verdades.”

O caso está sob investigação na Justiça Eleitoral. 

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