domingo, 1 de novembro de 2026
Finanças

Economia justifica pagamentos fora da ordem cronológica

Cristiane Schmidt prestou contas do 1º Quadrimestre de 2021 na Assembleia Legislativa

Samuel Straiotopor em
Economia justifica pagamentos fora da ordem cronológica
Cristiane Schmidt prestou contas do 1º Quadrimestre de 2021 na Assembleia Legislativa | Foto: Reprodução

A secretária de Economia, Cristiane Schmidt foi à Assembleia Legislativa de Goiás na tarde desta quarta-feira (30) para prestar contas do 1º quadrimestre de 2021 a deputados estaduais da Comissão de Finanças, Tributação e Orçamento da Casa. Um dos principais pontos relatados pela gestora foi quanto ao não pagamento em ordem cronológica. A gestora justificou que há decreto estadual que normatiza as quitações junto aos fornecedores e que pagamentos foram feitos por necessidade. A secretária ainda abordou pontos polêmicos nos últimos dias, tais como a PEC do Teto de Gastos e o ingresso no Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

De acordo com informações do Ministério Público de Contas (MPC), mais de 66% dos pagamentos realizados pelo Estado a fornecedores e prestadores de serviço em 2020 não observaram a ordem cronológica. Foram R$ 2,5 bilhões pagos sem obedecer a sequência, o que pode afetar os princípios da isonomia e da impessoalidade e configura ilícito penal. A secretária foi questionada sobre o assunto pelo deputado estadual, Delegado Humberto Teófilo (PSL).  “66% ele não é só preciso e oportuno e coloca algo que acho completamente. Não podemos deitar de cumprir regras, a ordem cronológica, porem o decreto 9561 de 21 de novembro de 2019, ele disciplina o pagamento da ordem cronológica e estabelece filas, fontes e regra”, relatou a secretária.

Cristiane Schmidt relatou que os pagamentos fora da ordem cronológica atenderam a questões relativas à Saúde, ao Ipasgo e ao Judiciário. Se eu sou gestor e quero furar fila. Ela aponta de um pagamento de R$2,5 bilhão, mas R$ 2,2 bilhão é voltado para a Saúde, foram quebras relativas à Saúde e ao Ipasgo”, disse Cristiane Schmidt. Humberto Teófilo ainda questionou ponto bastante debatido durante a PEC do Teto de Gastos, que é a possibilidade realização de concursos públicos. “O Teto diz que a gente pode gastar em qualquer coisa, mas não pode passar da inflação, que inclui concursos, promoções e progressões. No caso da entrada do RRF, tudo precisa ficar no plano Não tem vedação. A alteração permite que mesmo durante o RRF você possa fazer concursos, promoções”, afirmou a secretária.

Outro ponto importante destacado pela secretária Cristiane Schmidt foi uma resposta ao deputado Antônio Gomide (PT) que o Plano de Recuperação Fiscal será analisado pelos deputados estaduais no segundo semestre. Na sequência, Gomide levantou a necessidade de atuação do Governo em relação à programa de renda mínima voltado a todas as regiões do estado. Disse que a secretária de Economia tem o papel fundamental de desenvolver um plano para alavancar a economia nas regiões mais pobres. Em resposta, Cristiane Schmidt destacou que a transferência será incluída dentro do Goiás Social.

Números

Quanto aos números do quadrimestre, desde janeiro de 2019, a Secretaria da Economia tem feito um trabalho para ajustar as contas de Goiás. Segundo a secretária, o resultado primário foi alcançado com o aumento da RCL de 13% e superávit primário de R$ 1,67 bilhões. Em relação ao crescimento da receita, a secretária da Economia ressaltou que o aumento da receita é decorrente do aumento do PIB real e da inflação. De acordo com Cristiane Schmidt, o crescimento real no primeiro trimestre de 2021 caiu 1,1% e que a inflação cresceu.

Em relação à Receita Corrente Líquida (RCL), ela afirma que o aumento das receitas foi acarretado em função da transferência de valores feita pela União para enfrentamento da pandemia de covid-19 em 2020. Durante a prestação de contas, a secretária de Economia disse que não pode deixar Goiás ficar em uma situação econômica e fiscal como a do Rio de Janeiro, e que, portanto, o RRF é uma medida inevitável. “Temos uma preocupação para evitar o crescimento da dívida consolidada que hoje está em torno de R$ 23 milhões. Agora, a dívida consolidada sobre a Receita Corrente Líquida (RCL) tem sido decrescente há algum tempo e nosso objetivo é manter essa queda. O novo RRF não permite dívida suspensa em 100% e temos a previsão de como isso será pago”, afirmou a secretária.

(Especial Para O Hoje)

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Economia Política

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