sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Bares e Restaurantes

Calor faz crescer procura por refeições a céu aberto

Estabelecimentos têm se reinventado e trazido novas formas de surpreender os clientes no calor

Daniell Alvespor em
Calor faz crescer procura por refeições a céu aberto
Estabelecimentos têm se reinventado e trazido novas formas de surpreender os clientes no calor | Foto:

Durante a pandemia, diversos estabelecimentos tiveram que se adaptar e se reinventar para atender o público. Em Goiânia, há diversas opções de bares e restaurantes a céu aberto, onde as pessoas se sentem mais à vontade para conversar e respirar um pouco de ar fresco. Há estabelecimento que era residência e se tornou um comércio e outro que atende os clientes dentro de uma piscina vazia. Os locais contam com ambiente externo e interno.

Um dos locais é o Brago Bar e Restaurante, que fica localizado na Rua 141 do Setor Marista. “O Brago nasceu de uma vontade de criar um ambiente onde as pessoas se sentissem em casa a todo momento, tanto na arquitetura quanto no nosso menu. Nos preocupamos com essa vontade de servir com qualidade e apreço aos detalhes, como todos fazem quando recebe amigos e familiares”, afirma o proprietário do local, Thiago Resendes Rodrigues.

O local funciona desde 2019 e já atende entre três a cinco mil pessoas por mês. “Nosso público-alvo são pessoas acima de 30 anos que gostam de beber e comer bem, em um ambiente com música boa, sem aglomeração e com comida e bebida de qualidade”, explica. Contudo, o futuro do comércio ainda é incerto até que a pandemia da Covid-19 seja controlada. “Nos programamos para que cada vez mais possamos atender nossos clientes de maneira plena, segura e com qualidade”, avalia.

Após o início da pandemia, o bar se adequou às regras que a prefeitura impôs, como distanciamento social, uso de máscaras, a disponibilização de álcool em gel e o aferimento de temperatura dos clientes. “Atualmente usamos 50% do nosso espaço físico para o atendimento aos clientes, o que reduziu consideravelmente a nossa capacidade de atendimento e de fluxo de clientes, porém os protocolos garantem a segurança dos clientes e dos funcionários. Os pratos são famosos por sempre mudar de tempos em tempos. Atualmente, os queridinhos são: o rolinho de rabada, a salada fria de bacalhau e nosso filé ao forno com arroz de castanhas.

Além deste, a Capital tem outra série de locais parecidos que também oferecem refeições ao ar livre. O Celsin é um dos mais tradicionais bares de Goiânia que também conta ambiente externo e interno. É um bar típico de Goiânia com comida, cerveja gelada e mesas na calçada. Está localizado na Rua 22, n 475, Setor Oeste. Funciona de segunda a sexta, das 17 às 23 horas. Sábado das 11 às 23 horas e domingo das 11 às 17 horas.

O Salve é uma boa opção para quem procura um bar mais despojado e com uma proposta cheia de guarda-sóis e decoração minimalista. Fica localizado na Rua 1136, do Setor Marista, com funcionamento de quarta a sexta, das 18 às 23 horas. Sábado e domingo das 16 às 23 horas.

Inspirado nos botecos tradicionais cariocas, o Glória Bar e Restaurante é famoso pelo seu chop gelado e cardápio com comidas brasileiras. Está localizado na Rua 101 do Setor Sul. Na segunda funciona das 17h30 às 00 horas. Quarta, quinta e sexta das 17h30 às 00 horas.

Já o Rio Bahia Restaurante e Bar traz uma pegada nordestina com uma pitada carioca. Funciona de segunda a sexta das 11:30 às 14:30. De terça a sexta das 17 horas às 00 horas. Sábado das 11:30 às 11 horas. Domingo das 11:30 às 16 horas. Fica localizado na Rua 15 do Setor Marista.

O Botequim Mercatto é considerado um dos mais tradicionais da cidade e disponibiliza dois endereços para os clientes, ambos com locais externos e internos. As duas sedes estão no Setor Bueno e Eldorado. No Bueno funciona todos os dias das 11 às 23 horas. Já no Eldorado das 17 às 23 horas.

Se reinventar na pandemia

O Yolo Beer Garden abriu durante a pandemia, no Setor Sul, em setembro de 2020. A ideia é de um espaço para celebrar a vida, com petiscos, drinks e cervejas. Com um bom espaço ao ar livre, o local é iluminado por um varal de luzes e as pessoas ficam sentadas em cadeiras de praia. E isso vale também para a piscina vazia. Além disso,  sempre tem discotecagens e apresentações ao vivo, muitas vezes com cobrança de couvert. O local funciona de quinta a segunda-feira, das 18h à 0h.

Já o Mocó Bar também abriu durante a pandemia. Eles se descrevem como um local de “drinks, food e art”. Fica em uma casa no Setor Sul, em Goiânia e, mesmo com um quintal, a maior parte do local é coberto.

No cardápio é possível encontrar diversos drinks, chope e até leite com Toddy! Entre os petiscos há bruschettas, iscas de frango mini-hambúrgueres. O funcionamento é de quinta a segunda-feira, das 18h à 0h. No domingo, das 17h à 0h.

Número de empresas no prejuízo caiu, mas endividamento preocupa

A retomada segue firme no setor de bares e restaurantes. Pesquisa realizada pela Abrasel em agosto com 1.272 estabelecimentos de todo o Brasil mostra que o faturamento está voltando aos poucos. O índice de empresas trabalhando no prejuízo caiu para 37% em julho, contra 54% em junho e 77% em abril.

“O indicador ainda é alto, estamos falando de mais de um terço das empresas ainda sem conseguir se restabelecer, mas mostra que aos poucos a retomada está acontecendo, junto com a flexibilização por parte dos estados e municípios. E, mais importante ainda, a confiança dos clientes em frequentar os bares e restaurantes também está voltando”, diz Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

A pesquisa mostrou também que 29% das empresas tiveram lucro e 34% trabalharam em estabilidade.

Outra boa notícia da pesquisa é que diminuiu o número de empresas que dizem não ter conseguido honrar integralmente os salários de seus funcionários. Foram apenas 16% em agosto, contra 27% em julho – número que alcançou 91% em abril. Também caiu o número de empresas que apontaram estar com dívidas em atraso: foram 54% no último levantamento, contra 64% em julho e 77% em maio.

Apesar da melhora, o índice ainda preocupa, pois representa que mais da metade das empresas não consegue ainda cumprir de modo integral os compromissos com impostos, aluguel, água/luz/gás e fornecedores.

“De modo especial, ficamos preocupados com o grande número de empresas do setor que está no Simples Nacional (segundo a pesquisa, são 86%) e não consegue pagar o imposto – 53%, mais da metade. O empresário tem medo de sair do regime fiscal diferenciado caso não consiga honrar esse compromisso. Por isso é muito importante que as empresas tenham um respiro, uma renegociação de dívidas como essa”, afirma Solmucci.

Outra preocupação, segundo o presidente da Abrasel, é com a alta no custo dos insumos. A pesquisa apontou que 83% dos empresários têm a percepção de que alimentos e bebidas subiram mais de 10% no primeiro semestre, embora o IPCA tenha fechado em 3,77% no período.

Além disso, 84% disseram acreditar em novas altas até o fim do ano. Os reajustes estão sendo repassado aos cardápios, mas não de maneira integral – 64% disseram ter aumentado os valores dos pratos no primeiro semestre. Mas, destes, quase metade (44%) disseram ter aumentado os preços entre 5% e 10%. Solmucci explica: “Ainda que a inflação alta tenha tido impacto nos preços, o repasse para o cardápio foi menor, pois o setor teve um ganho de produtividade significativo na pandemia, o que ajudou a absorver parte dos custos”. (Especial para O Hoje)

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