sexta-feira, 3 de julho de 2026
Luto

Morre cartunista Ota aos 67 anos; corpo foi encontrado em seu apartamento

Famoso pela revista ‘Mad’, Otacílio morreu aos 67 anos no Rio de Janeiro

Maria Paula Borgespor Maria Paula Borges em 24 de setembro de 2021
Famoso pela revista ‘Mad’, Otacílio morreu aos 67 anos no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução
Famoso pela revista ‘Mad’, Otacílio morreu aos 67 anos no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução

Morreu nesta sexta-feira (24/09), o cartunista Otacílio Costa d’Assunção Barros, popularmente conhecido como Ota. Ele era atuante desde os anos 1970 e ganhou destaque na edição brasileira da revista de humor ‘Mad. O ilustrador carioca tinha 67 anos e corpo foi encontrado em seu apartamento na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.

A morte do cartunista foi confirmada por pessoas próximas. Conforme informações, vizinhos estavam sem contato com Ota havia cinco dias e então, os bombeiros foram acionados. Ao arrombarem a porta do apartamento, encontraram o artista morto.

Segundo o quadrinista e roteirista Arnaldo Branco, a importância de Ota no cenário brasileiro é ‘tremenda’, e mencionou outros trabalhos do cartunista. “A importância dele é tremenda. Foi o primeiro contato de várias gerações com o humor gráfico, graças a seu trabalho na “Mad”, que era como um “Pasquim” para adolescente. Fora seu trabalho como tradutor e editor de vários quadrinhos nacionais e estrangeiros. Ele influenciou muito o meu trabalho. Todo desenhista de traço, vamos dizer assim, econômico deve demais ao Ota. Ele me encorajava a ser direto, cru e infame”, disse.

Branco acrescentou ainda que Ota era ‘uma figura, maluco e querido’. Além disso, disse que era amado por todo mundo e que nunca ouviu ninguém falar uma palavra negativa sobre o falecido cartunista.

Biografia

Otacílio Costa d’Assunção Barros era formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ingressou na Editora Brasil-América Latina (EBAL) em 1970, permanecendo até o final de 1973. No mesmo ano entrou para a Editora Vecchi e lançou pela editora Górrion três edições autorais pela revista ‘Os Birutas’, cujos personagens foram publicados como tiras diárias, entre 1972 e 1973. Nessa época colaborou para publicações como A Roleta, Vírus e A Mosca.

Em 1974 se tornou editor responsável pela versão brasileira da revista “Mad”, onde permaneceu por décadas exercendo variadas funções. Na edição nacional, ele publicava os ‘Relatórios Ota’, onde assinava arte e texto, combinando traços simples e piadas mordazes para dar visão sarcástica de temas do momento.

Além disso trabalhou em outras publicações como o Jornal do Brasil e Folha Dirigida. Em 1994, recebeu o prêmio de Melhor Revista Independente no Troféu HQ Mix pelo título “Revista Ota”.

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