quarta-feira, 6 de maio de 2026
Desconfiança

Caminhoneiros dizem que auxílio de Bolsonaro é o ‘famoso tapinha nas costas’ que recebem desde 2018

Promessa do presidente pretende ajudar 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar aumento no preço do combustível

Maria Paula Borgespor Maria Paula Borges em 22 de outubro de 2021
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Após a alta no preço de combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), prometeu ajudar 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar a alta. Na categoria, a informação da promessa foi recebida com desconfiança e ceticismo. O presidente ainda não detalhou valores e origem do recurso, mas afirmou que os números serão apresentados nos próximos dias.

Segundo o presidente da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, os caminhoneiros não vão recuar das ameaças de fazer uma paralisação no dia 1º de novembro enquanto a política de preços não for alterada. “Eles já fizeram até um reajuste no piso mínimo do frete. Mas isso, como se diz no nosso linguajar de motorista, é um ‘melzinho na chupeta’, o famoso ‘tapinha nas costas’ que a categoria já vem levando desde 2018”, diz.

Para o representante dos caminhoneiros de Santos, Marcelo da Paz, o presidente está blefando, além de afirmar que a medida não será suficiente para impedir a manifestação, uma vez que os caminhoneiros exigem o cumprimento do frete mínimo. Além disso, afirmou que eles não aceitam auxílio nem querem esmola e que vai precisar “mais que isso vai desmobilizar”.

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