sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Capital da moda: setor têxtil mantém 3,6 mil indústrias ativas no Estado

Indústria emprega 32 pessoas na produção de jeans feminino

Maiara Dal Boscopor Maiara Dal Bosco em 11 de novembro de 2021
Indústria emprega 32 pessoas na produção de jeans feminino | Foto: Reprodução
Indústria emprega 32 pessoas na produção de jeans feminino | Foto: Reprodução

A moda é um segmento promissor para a economia goiana. Dados da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) apontam que Goiás possui 3.647 indústrias no segmento têxtil, vestuário, acessórios, preparação do couro, calçados e cosméticos, que geram quase 32 mil empregos diretos. Somente na Região da 44, maior empregadora do Estado, são cerca de 14 mil lojas e de 160 mil empregos diretos, além de milhares de indiretos provenientes da venda de matérias-primas, lavanderias, facções, rede hoteleira e diversos outros serviços relacionados ao polo de confecções.

Espedito Fernandes da Silva Lira, é um dos empreendedores que apostou no segmento de moda em Goiás. Ele trabalha no setor há 11 anos, mas fundou a própria marca, a Teoria Jeans, há três. Empregando 32 pessoas diretamente na produção de roupas do segmento jeans feminino, a marca chega a produzir 23 mil peças mensalmente, entre calças, shorts, jaquetas, saias e jardineiras.

Com loja na Região da 44, em Goiânia, o foco da marca é o atacado – atendendo a vários estados do Brasil. O varejo complementa as vendas. “Na pandemia as vendas cresceram muito. Principalmente fora do Estado. As pessoas vêm em excursão e compram no atacado para revender. Há muitos compradores da Bahia, Tocantins e do Pará. E muita gente vem de Foz do Iguaçu também para comprar nossos produtos”, afirma Espedito.

Mesmo com a demanda crescente, o empresário espera que as vendas alavanquem agora com a chegada do final do ano. “Está todo mundo com estoque muito grande de mercadoria. Já está começando a ter uma queda na produção, porque ainda não teve aquele impulso nas vendas. Esperamos que a partir do dia 15, com o pagamento do 13º que haja uma melhora, estamos contando com isso”, finaliza.

Neste cenário, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) estima que o crescimento do mercado da moda no biênio 2021/2022 seja de 13%. Em Goiás, os principais polos da indústria da moda estão nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Jaraguá, Anápolis, Inhumas, Jataí, Rio Verde, Pontalina, Catalão e Itaguaru. Além disso, o Estado é o terceiro maior produtor de algodão do Brasil e está entre os três maiores polos atacadistas do País. 

Capital da moda

No final de outubro, o mercado da moda foi pauta em reunião promovida pela Câmara Setorial da Moda (Casmoda), na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). À ocasião, foram apresentadas as ações que serão realizadas nos próximos anos na Capital e no Estado neste segmento. O prefeito Rogério Cruz ressaltou a importância da parceria com o setor produtivo e citou que estão sendo estudadas políticas públicas com vantagens competitivas para que os empreendedores do segmento possam avançar com suas atividades no município. “Queremos tornar Goiânia a capital da moda do Brasil, transformando-a no maior polo distribuidor de moda do País”, afirmou Rogério Cruz.

Já a secretária municipal de Relações Institucionais (SRI), Valéria Pettersen, destacou a parceria com a Casmoda e anunciou projeto da Prefeitura de Goiânia que será voltado à revitalização da Região da 44 e de outros importantes polos de confecção da Capital. “Queremos intensificar o turismo de negócios e atrair investimentos. Para tanto, prevemos ações em infraestrutura urbana, com implantação de ruas inteligentes nos polos atacadistas, além de atuação voltada para incentivar a moda como um todo, não só roupas, mas acessórios, calçados e cosméticos”, explicou.

O presidente da Casmoda, José Divino Arruda, explicou que está em andamento, em parceria com a prefeitura, o projeto Goiânia Tá na Moda, com foco nos polos atacadistas, além de projeto que propõe escalonamento de descontos no IPTU para empresas do setor, de acordo com a quantidade de empregos gerados pelo negócio.

Parceiro do projeto, o Sebrae Goiás prepara ações coordenadas pela Fieg para estimular eixos estruturantes do setor, como inovação e tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, acesso a mercado e eventos, arranjos produtivos, desenvolvimento do Selo da Moda Goiana, formação e desenvolvimento das empresas e captação de recursos e investimentos. (Especial para O Hoje)

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