Impactos

Alego aprova ‘Bônus por Resultado’ para servidores da Educação

Incentivo, de natureza remuneratória, destina-se a estimular o retorno às aulas presenciais, podendo chegar a 98% da remuneração ou do subsídio do servidor

Felipe Cardosopor Felipe Cardoso em 24 de novembro de 2021
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial.
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial.

Os deputados estaduais aprovaram, na tarde da última terça-feira (23/11), um projeto de lei de iniciativa do Governo de Goiás que garante o pagamento de ‘Bônus por Resultado’ aos profissionais ligados à Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A matéria frisa que a concessão do benefício ocorrerá exclusivamente durante os meses de dezembro deste ano e janeiro de 2022.

O governador Ronaldo Caiado (DEM), que assina a iniciativa, argumenta que a proposta busca a valorização dos profissionais da Educação mediante ao  “trabalho exercido” e “comprometimento” com a promoção de um ensino de qualidade para os estudantes goianos. O democrata também defende que os repasses irão estimular o integral retorno às aulas presenciais.

O Bônus por Resultado possui natureza remuneratória e destina-se a estimular o integral retorno às aulas presenciais, podendo chegar a 98% da remuneração ou do subsídio do servidor. 

‘‘A medida amplia, também, as políticas públicas adotadas pelo Estado de Goiás para manter a relevante posição no campo educacional reconhecida pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”, argumenta a governadoria em um trecho do texto. Estima-se, com isso, o atendimento de mais de 39 mil servidores entre efetivos, comissionados e temporários. 

A aplicação dos recursos atende, segundo o projeto, as determinações Constitucionais que garantem a aplicação de 70% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação  (Fundeb) no pagamento dos profissionais da educação básica. 

O impacto orçamentário e financeiro será de R$ 131.712.273,91 no mês de dezembro de 2021 e de R$ 29.348.177,07 no mês de janeiro de 2022. Somados ambos os meses, o montante supera a casa dos R$ 160 milhões. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Secretaria de Estado da Economia atestaram a viabilidade jurídica e orçamentária da proposta.

O primeiro aval em Plenário para a matéria veio no último dia 18 de Novembro quando 29 deputados votaram a favor da proposta. Nenhum dos presentes registrou voto contrário. Desta vez, a matéria terminou aprovada em definitivo com 23 votos. Novamente, ninguém foi contrário. 

Polêmica

Na semana passada, o projeto de Lei foi alvo de um extenso debate iniciado pelo líder do governo na Casa, deputado Bruno Peixoto (MDB). Isso porquê o emedebista atribuiu o “atraso” para a aprovação da proposta aos deputados da oposição. “A oposição pediu vistas apenas para atrasar o andamento do projeto. Agora ficará para a próxima semana, porque tem que ser aprovada em duas votações no Plenário”, comentou. 

O Delegado Eduardo Prado (DC), por sua vez, rebateu a posição do líder e disse que é “direito e dever” do parlamentar acompanhar e avaliar o teor dos projetos, especialmente os do Governo. “Eu sou defensor dos professores, todos sabem disso, eu pedi vista porque não vou votar matérias a toque de caixa. Tenho analisado e sempre vou analisar as propostas do Governo para honrar meu mandato enquanto representante dos professores, dos policiais e dos servidores públicos”, retrucou.

A deputada Lêda Borges (PSDB) ressaltou que todo projeto que acrescenta na remuneração dos professores é plausível, mas a base do Governo não tem direito de atacar a oposição por pedidos de vista. “Essa postura não é democrática, e fomos atacados aqui por ter pedido vista dessa matéria para avaliar melhor a proposta do Governo”, finalizou.

A colocação foi rechaçada também pelo deputado Karlos Cabral (PDT) que defendeu, ao discursar, a necessidade da oposição pedir vista sobre os projetos de autoria do Governo justamente para evitar que os servidores sejam prejudicados através de emendas jabutis. “Esse é o único mecanismo que temos para evitar essa prática”, pontuou. 

Na Mista, além dos deputados citados, também pediram vistas à proposta os deputados Delegado Humberto Teófilo (Sem partido), Alysson Lima (Solidariedade), Major Araújo (Sem partido), Antônio Gomide (PT) e Helio de Sousa (PSDB). Uma vez aprovado em definitivo na Casa de Leis, a matéria retorna agora para o Poder Executivo onde será vetado ou sancionado pelo governador.

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