segunda-feira, 27 de abril de 2026
Sem fiscalização

Em busca de ouro, garimpeiros avançam com balsas pela Amazônia

Operadas por garimpeiros, centenas de balsas de dragagem avançam no rio Madeira – importante afluente do Amazonas – em busca de ouro. Por outro lado, as autoridades federais e estaduais debatem quem deve fiscalizar e impedir a navegação criminosa. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, as balsas são equipadas com bombas de […]

Nielton Soarespor Nielton Soares em 25 de novembro de 2021
Ações ilegais ocorrem no rio Madeira e autoridades federais e estaduais fazem jogo do empurra-empurra | Foto:  Reuters/Bruno Kelly
Ações ilegais ocorrem no rio Madeira e autoridades federais e estaduais fazem jogo do empurra-empurra | Foto: Reuters/Bruno Kelly

Operadas por garimpeiros, centenas de balsas de dragagem avançam no rio Madeira – importante afluente do Amazonas – em busca de ouro. Por outro lado, as autoridades federais e estaduais debatem quem deve fiscalizar e impedir a navegação criminosa.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, as balsas são equipadas com bombas de água e amarradas juntas, formando filas. Uma testemunha da agência Reuters chegou a avistar fumaça de equipamento que estaria aspirando ouro no rio.

O avanço da ação ilegal na região ocorre em paralelo à recente Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, no Reino Unido. Quando líderes mundiais discutem iniciativas de preservação ambiental.

Atualmente, as balsas navegam área de Humaitá, local com aumento de registro da extração ilegal de ouro. Outras operações de garimpeiros foram flagradas a aproximadamente 650 quilômetros de Autazes, no Sudeste de Manaus (AM).

Bate-cabeça

Os órgãos de fiscalização da região fazem o jogo do empurra-empurra. Um representante porta-voz do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alegou que a dragagem ilegal no Madeira não é responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, é o Estado do Amazonas e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) que devem realizar a fiscalização e impedir o crime.

Já o chefe do Ipaam, Juliano Valente, justificou que instruiu as forças de segurança estaduais a agirem contra as ações dos garimpeiros. Porém, salientou que o rio é de jurisdição federal e, por isso, cabe à Polícia Federal (PF) e à Agência Nacional de Mineração (ANM) ações mais energéticas na região. A PF e ANM não se manifestaram ainda sobre o caso.

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