terça-feira, 21 de abril de 2026
Vírus

Prefeitura de Goiânia alerta sobre cuidados contra a síndrome mão-pé-boca

Documento segue recebimento de três notificações de surtos em unidades escolares de Goiânia

Maria Paula Borgespor Maria Paula Borges em 25 de novembro de 2021
Documento segue recebimento de três notificações de surtos em unidades escolares de Goiânia | Foto: Reprodução
Documento segue recebimento de três notificações de surtos em unidades escolares de Goiânia | Foto: Reprodução

A Prefeitura de Goiânia, por intermédio do Centro de Informações Estratégicas e Reposta em Vigilância em Saúde (Cievs) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou uma nota informativa com orientações necessárias para identificação de quadro clínico, tratamento e medidas de prevenção e controle da síndrome mão-pé-boca (SMPB). O documento, divulgado na última quarta-feira (24/11), segue o recebimento de três notificações de surtos em unidades escolares da capital e é direcionado às instituições de ensino do município, bem como pais e cuidadores.

O documento diz que a infecção é causada, em geral, pelo vírus Coxsackie. A doença é benigna e o nome se dá em virtude das lesões na mucosa oral e erupções nas regiões das mãos, pés e boca, geralmente sintomas obrigatórios para o diagnóstico. “No entanto, também pode causar episódios de febre e prostração, com ou sem irritabilidade, mal-estar, náusea, vômitos, diarreia”, relata a diretora de Vigilância Epidemiológica, Grécia Pessoni.

Além disso, Grécia acrescenta que as feridas podem doer e coçar, por esse motivo as crianças são passíveis de apresentar dificuldade para engolir, além de salivação excessiva.

A nota informa ainda que a síndroma mão-pé-boca é contagiosa e bastante comum em crianças. Entretanto, mesmo que atinja frequentemente menores de 6 anos, pode acometer adultos também. A transmissão acontece por meio do contato, gotículas respiratórias contendo o vírus como saliva e muco nasal, fezes, além do manuseio em superfícies e objetos contaminados.

A diretora de Vigilância Epidemiológica informa que os estudos relatam que a primeira semana de sintomas é também a de maior risco de transmissão. O tempo de incubação varia de três a cinco dias, o que contribui para alta taxa de transmissibilidade e evidencia a necessidade de evitar o contato com outros indivíduos”, orienta.

Como não há vacina contra o vírus causador da SMPB, é preciso que medidas adequadas de higiene pessoal e do ambiente, além de isolamento social dos doentes, sejam adotadas. Assim que a criança apresentar algum sintoma é importante buscar avaliação médica imediata para orientação e tratamento adequado. Como as lesões orais podem dificultar a deglutição, é preciso cuidar da hidratação das crianças.

Em ambientes escolares, para prevenir e interromper as cadeias de transmissão, é fundamental que medidas sejam adotadas, como por exemplo lavar as mãos com frequência especialmente depois de trocar fraldas e usar o banheiro. Além disso, promover a limpeza e desinfecção de superfícies frequentemente trocadas e itens sujos, como brinquedos, bem como descarte adequado de fraldas e artigos com fezes. Por fim, é necessário evitar contato próximo como abraçar e compartilhar utensílios.

A nota ressalta ainda a necessidade de familiares, cuidadores e professores ficarem atentos. Os sintomas começam com febre alta, gânglios aumentados, falta de apetite, dificuldade para deglutir, manchas vermelhas com vesículas branco acinzentadas na boca, amígdalas e faringe.

Para controle, é necessário que instituições educacionais de Goiânia notifiquem a ocorrência de dois casos ou mais ao Cievs da SMS, pelos contatos (62) 3524-3389 em dias úteis ou o plantão do Cievs (62) 9 9689-7470, além do e-mail: [email protected].

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