terça-feira, 5 de maio de 2026
Combustíveis

Câmara barra a venda de gasolina de qualquer marca nos postos; MP permite somente o etanol

MP permite que postos passem a vender combustíveis de outras marcas, diferentes de suas bandeiras, desde que isso fosse devidamente informado ao consumidor.

Alexandre Paespor Alexandre Paes em 26 de novembro de 2021
MP permite que postos passem a vender combustíveis de outras marcas, diferentes de suas bandeiras, desde que isso fosse devidamente informado ao consumidor. | Foto: Reprodução
MP permite que postos passem a vender combustíveis de outras marcas, diferentes de suas bandeiras, desde que isso fosse devidamente informado ao consumidor. | Foto: Reprodução

Na última quinta-feira (25/11),a Câmara aprovou a Medida Provisória (MP) 1063/21, que autoriza postos de combustíveis a comprarem etanol hidratado diretamente de produtores ou importadores, sem a necessidade de passarem por distribuidoras. O proposta segue agora para o Senado.

A MP também permitia que postos passassem a vender combustíveis de outras marcas, diferentes de suas bandeiras, desde que isso fosse devidamente informado ao consumidor. Segundo o relator da proposta, Augusto Coutinho (Solidariedade-PE), o governo acredita que “isso poderia baratear” o preço dos combustíveis.

Atualmente os postos de combustíveis têm a opção de se vincularem a marcas comerciais de distribuidoras, como Raízen/Shell, BR/Petrobras, Ipiranga, ou serem independentes. Esses postos, que podem comprar combustíveis de qualquer fornecedor, são chamados de “bandeira branca” e representam cerca de 47% do mercado.

Os petistas, porém, acham “questionável” que se tenha um posto de uma bandeira vendendo produtos de outra marca. Coutinho voltou a afirmar que, o objetivo da medida é diminuir o custo final do combustível. Segundo ele, a venda direta para postos é uma “boa iniciativa”.

Por se tratar de MP, as mudanças já estavam em vigor desde a data da publicação, em 12 de agosto. Contudo, para se tornar legislação permanente, o texto tem de ser aprovado em até 120 dias, sob risco de perder a vigência. A medida vale até o próximo dia 9/12.

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