terça-feira, 28 de abril de 2026
OMS

Organização Mundial da Saúde recua e desiste de classificar velhice como doença após repercussão negativa

O CID é um conjunto de 55 mil códigos usados por profissionais da saúde, pesquisadores e formuladores de políticas públicas. Está na sua 11ª atualização.

Victoria Lacerdapor Victoria Lacerda em 16 de dezembro de 2021
Woman taking care of elderly lady
Woman taking care of elderly lady

Na última quarta-feira (14/12), a Organização Mundial da Saúde recuou e desistiu da decisão de classificar a velhice como doença na nova versão CID 11 (Classificação Internacional de Doenças), que entra em vigor em janeiro de 2022. A decisão foi tomada após forte pressão internacional das principais organizações científicas e da sociedade civil.

O médico e gerontólogo brasileiro Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade foi quem confirmou a mudança decidida pela OMS. 

Vale lembrar que a proposta anterior era fazer a substituição do termo senilidade (código R-54), que já existe na CID, por velhice sem menção de psicose; senescência sem menção de psicose e debilidade senil (MG2A). A OMS divulgou em meados de setembro essa decisão e recuou nesta semana devido à forte pressão negativa, o entendimento foi que, ao assinar um atestado ou um diagnóstico, o médico poderia passar a considerar velhice como doença.

O CID é um conjunto de 55 mil códigos usados por profissionais da saúde, pesquisadores e formuladores de políticas públicas. Está na sua 11ª atualização. A sugestão agora é que o texto do código seja “declínio da capacidade intrínseca associado ao envelhecimento”. Porém, ainda pode haver alterações até o fim do ano.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU, 1982), o ser idoso difere entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. Nos primeiros, são consideradas idosas as pessoas com 65 anos ou mais, enquanto nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, são idosos aqueles com 60 anos ou mais. 

*Com informações da Folha de São Paulo 

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