segunda-feira, 27 de abril de 2026
Proposta

Estudo do governo propõe multa de 40% do FGTS para demitido e fim do seguro-desemprego

A proposta foi elaborada pelo Grupo de Altos Estudos do Trabalho (Gaet).

Victoria Lacerdapor Victoria Lacerda em 18 de dezembro de 2021
Carteira de trabalho digital.
Carteira de trabalho digital.

Estudo encomendado pelo Ministério do Trabalho e Previdência através do governo do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), propõe para a nova reforma trabalhista o fim do pagamento da multa de 40% do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ao trabalhador demitido sem justa causa e a unificação do FGTS e do seguro-desemprego.

“Esse dispositivo, além de assegurar a possibilidade de um aumento nos subsídios públicos à poupança precaucionária dos trabalhadores, retira deles qualquer eventual incentivo que a apropriação da multa possa lhe dar para trocar de trabalho”, diz o texto.

A proposta é que o dinheiro alimente as contas do Fundo de Garantia, exclusivamente, de quem ganha até um salário mínimo e meio (R$ 1.650 atualmente) por mês. Através da nova medida, o seguro-desemprego seria extinto e os trabalhadores deixariam de receber um benefício equivalente a 40% do FGTS quando demitidos sem justa causa. Em vez de pagar ao demitido, como é hoje, o empregador repassaria o valor dessa multa para o governo.

O dinheiro seria, então, destinado ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e, de lá, abasteceria as contas individuais do Fundo de Garantia de empregados com salário mensal inferior a um mínimo e meio. 

Esse aporte no FGTS de trabalhadores de baixa renda teria tempo determinado: 30 meses. Nesse caso, cada mês trabalhado, além do que o empregador já contribui, seria depositado no fundo individual do trabalhador uma contribuição pública. Para trabalhadores que recebem um salário mínimo essa contribuição deveria ser de 16% e, portanto, duas vezes a aportada pelo empregador. 

*Com informações da Folha de São Paulo 

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