sexta-feira, 20 de março de 2026
Imunização

Justiça suspende exigência de passaporte vacinal dentro da UFG

Medida havia sido deliberada pelo Conselho Universitário da UFG, em novembro.

Maiara Dal Boscopor Maiara Dal Bosco em 24 de dezembro de 2021
Medida havia sido deliberada pelo Conselho Universitário da UFG, em novembro. | Foto: Internet
Medida havia sido deliberada pelo Conselho Universitário da UFG, em novembro. | Foto: Internet

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu a determinação do Conselho Universitário da Universidade Federal de Goiás (Consuni-UFG) que exige passaporte vacinal contra Covid-19 para frequentar as dependências da Universidade. A decisão foi proferida pela desembargadora Ângela Catão no início desta semana, três dias depois que o juiz Federal Jesus Crisóstomo de Almeida, da 2ª Vara Federal em Goiânia, ter negado o pedido da Defensoria Pública da União em Goiás (DPUGO), que objetivava impedir a exigência do certificado vacinal.

Em sua decisão, a magistrada destacou que a respectiva Resolução fere, entre outros aspectos, o direito constitucional à liberdade de locomoção. “A Resolução editada pelo Conselho Universitário da UFG, ao tornar obrigatória a apresentação de comprovante de vacinação para Covid-19, para o desenvolvimento das atividades presenciais a serem realizadas nas dependências da UFG, fere o princípio da hierarquia das normas, bem como ofende o direito constitucional à liberdade de locomoção, o que torna ilegal o ato praticado”, destacou Ângela.

Em nota, a UFG afirmou que há cerca de um ano a UFG vem discutindo meios e trabalhando para fazer a retomada segura e gradual das atividades de ensino presenciais. “A instituição tem feito campanhas, mantém uma unidade de vacinação no campus Colemar Natal e Silva e conclama toda a comunidade universitária para aderir ao esquema vacinal completo contra a Covid-19”, diz a nota.

Entenda

No último dia 26, o Conselho Universitário da UFG (Consuni) deliberou pela exigência do passaporte vacinal para frequentar as dependências da Universidade, em decisão que abrange professores, técnicos-administrativos, estudantes e visitantes. Aprovado em reunião, o assunto teve 96% de votos favoráveis à decisão.

A autoria do requerimento para discussão do assunto foi do Diretório Central dos Estudantes (DCE), do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg) e do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sintifesgo) que se posicionaram, durante a reunião, a favor da exigência do comprovante de vacinação.

À ocasião, o reitor da UFG, Edward Madureira, enfatizou que a discussão já vinha ocorrendo em algumas reuniões do Consuni e, em todos os momentos, a gestão ratificou seu compromisso com a vacinação e sua importância para o enfrentamento da pandemia de covid-19. Vale lembrar que, de acordo com acordo com a resolução aprovada no dia 1º de outubro pelo Consuni, a ampliação das atividades presenciais na UFG ocorrerá no dia 17 de janeiro de 2022.

Vacinação

Também nesta semana, a UFG e a Prefeitura de Goiânia, por meio da SMS, anunciaram a realização de mais uma parceria. Desta vez, o acordo, assinado pelo secretário Durval Pedroso e o reitor Edward Madureira, prevê o funcionamento de sala de vacinas, por cinco anos, na Faculdade de Enfermagem (FEN/UFG), situada no Setor Leste Universitário.

Por enquanto, a sala, que vem funcionando há alguns dias, está sendo utilizada na aplicação de doses contra a Covid-19, mas o objetivo é ampliar esse leque e fornecer todas as vacinas de rotina conforme o Calendário Básico de Vacinação.  De acordo com o termo, a UFG, além de ceder o espaço, se encarrega de disponibilizar a mão de obra necessária para a execução dos serviços, cadastro, triagem, aplicação da dose, registro no sistema de informação vigente e gerenciamento dos resíduos, de forma a garantir a adequada logística da imunização, com segurança e efetividade.

Já entre as responsabilidades da SMS estão a disponibilização das Câmaras Frias que garantem por meio da cadeia de frio estruturada, o rigoroso monitoramento e controle da temperatura adequada; o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs; o fornecimento e transporte das vacinas e insumos (seringas e agulhas) e o os serviços de gerenciamento e descarte dos resíduos produzidos. (Especial para O Hoje)

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