Dieta

Especialista indica nutrientes essenciais para a saúde mental que pode ser estimulada com alimentação saudável

Pesquisa divulgada pelo Instituto Ipsos indica que 53% dos brasileiros declararam uma piora mental no último ano

Redaçãopor Redação em 29 de dezembro de 2021
O processo de composição de “Odisseu”, o artista conta que teve a ideia da letra enquanto esperava uma moça que estava atrasada para o encontro que tinham marcado. | Foto: Reprodução/Internet
O processo de composição de “Odisseu”, o artista conta que teve a ideia da letra enquanto esperava uma moça que estava atrasada para o encontro que tinham marcado. | Foto: Reprodução/Internet

Por Elysia Cardoso

A pandemia desencadeada pela Covid-19 ascendeu um alerta para a saúde mental no Brasil. De acordo com o levantamento do Instituto Ipsos, conhecido como a terceira maior  empresa de pesquisa e de inteligência de mercado do mundo, 53% dos brasileiros declararam uma piora no bem-estar mental no último ano. O quadro é preocupante e, também, pode ser observado em outras regiões.

“O consumo adequado de magnésio, triptofano, vitamina D, vitaminas do complexo B, proteínas e antioxidantes é fundamental para nossa saúde neurológica e mental. Além disso, os antioxidantes como licopeno, presente no tomate e na melancia, os flavonóides dos morangos, o resveratrol, da uva roxa, são excelentes opções para ajudar na redução do estresse oxidativo e garantir mais saúde para o nosso sistema nervoso”, informa.

A profissional ainda complementa que uma boa alimentação é capaz de garantir a saúde do intestino, pois esse órgão, em especial, possui uma grande ligação com o cérebro humano. Portanto, apostar no consumo de vegetais, probióticos e alimentos que proporcionam o seu funcionamento adequado tende a trazer resultados positivos.

“Atualmente, já é bastante conhecida a ligação entre o intestino e o cérebro. Muitas publicações científicas, inclusive, utilizam o termo ‘segundo cérebro’ para se referir, de forma didática, ao intestino quando o assunto é a saúde neurológica e mental”, complementa Renata.

Por outro lado, quando há um grande consumo de industrializados, a saúde mental pode sofrer gravemente com o hábito. A produção de neurotransmissores, por exemplo, diminui. O estresse também se eleva e problemas relacionados à ansiedade podem ser desenvolvidos. Portanto, a nutricionista aconselha diminuir a quantidade desse tipo de alimento no cardápio do dia a dia. Excesso de estimulantes, como cafeína, álcool e açúcares também devem ser evitados.

Aliados do cérebro

De acordo com Renata, uma alimentação saudável em geral vai sempre favorecer que todos os sistemas funcionem de forma mais efetiva, atuando tanto na prevenção de doenças, como melhorando a qualidade de vida. Confira alguns aliados para a saúde mental indicados pela nutricionista:

Magnésio: o mineral ajuda na sensação de relaxamento. Pode ser encontrado em praticamente todos os vegetais e nas sementes, como semente de abóbora e de girassol, além das castanhas, nozes e amêndoas.

Triptofano: esse aminoácido faz parte da nossa produção de serotonina e está presente em todos os alimentos proteicos (carnes, ovos, laticínios e feijões), além do cacau e da banana;

Vitamina D: a vitamina precisa ser obtida através da exposição solar. Para isso, o ideal é mantermos exposição ao sol por 15 a 20 minutos todos os dias;

Probióticos: bactérias benéficas ao nosso intestino (e à nossa saúde em geral) podem ser encontradas em iogurtes naturais, coalhadas, kefir e kombucha;
Vitaminas do complexo B: são fundamentais para toda a saúde do sistema nervoso central. Podem ser encontradas nas carnes, ovos e cereais integrais, como arroz e aveia.

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