sábado, 22 de agosto de 2026
FGV

Indicador de emprego tem segunda queda consecutiva e encerra 2021 com declínio de 81,8 pontos

É a segunda queda consecutiva do indicador, que chegou ao menor patamar desde abril do ano passado

Agência Brasilpor Agência Brasil em
Construção civil em Goiânia cria dezenas de postos de trabalho
Construção civil em Goiânia cria dezenas de postos de trabalho | Foto: Reprodução

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 1,2 ponto em dezembro, encerrando 2021 com 81,8 pontos. É a segunda queda consecutiva do indicador, que chegou ao menor patamar desde abril do ano passado.

O Iaemp busca antecipar tendências do mercado de trabalho para os próximos meses e é calculado com base em entrevistas com consumidores e empresários da indústria e do setor de serviços.

Cinco dos sete componentes do indicador tiveram queda, com destaque para a situação atual dos negócios da indústria, que recuou 7 pontos, e para tendências dos negócios de serviços, que cedeu 3 pontos. Os dois componentes que tiveram alta foram situação atual dos negócios de serviços (2,5 pontos) e emprego previsto da indústria (2,2 pontos).

“A desaceleração da economia no final de 2021, observada nos principais setores, parece ser o principal fator para esse resultado já que a pandemia, neste momento, parece controlada. Para os primeiros meses de 2022, é difícil vislumbrar um cenário muito favorável para o mercado de trabalho considerando o frágil ambiente macroeconômico que deve persistir no curto prazo”, afirma o economista da FGV Rodolpho Tobler.

Indústria

A produção industrial do país caiu 0,2% de outubro para novembro de 2021. Foi a sexta queda consecutiva do indicador, que acumula perdas de 4% no período de seis meses. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com novembro de 2020, a queda foi de 4,4%. Apesar disso, no acumulado do ano e no acumulado de 12 meses, a indústria acumula altas, de 4,7% e de 5%, respectivamente.

Na passagem de outubro para novembro, 12 das 26 atividades industriais tiveram queda na produção. As perdas mais relevantes foram observadas nos segmentos de borracha e de material plástico (-4,8%), metalurgia (-3%), produtos de metal (-2,7%), bebidas (-2,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%).

Treze ramos da indústria tiveram alta. Os destaques foram produtos alimentícios (6,8%), indústrias extrativas (5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (2,9%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo, foi a única com queda (-3%). Os bens de consumo duráveis, por outro lado, apresentaram o único ganho no mês (0,5%). Bens de consumo semi e não duráveis e bens intermediários (insumos industrializados usados no setor produtivo) mantiveram-se estáveis.

Inflação

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou 2021 com inflação acumulada de 17,74%. A taxa ficou abaixo da observada no ano anterior (23,08%). O dado foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em 2021, a maior alta de preços foi observada no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o segmento, fechou o ano com inflação de 20,64%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, registrou taxa de 9,34% em 2021. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve inflação de 13,85% no período.

Em dezembro de 2021, o IGP-DI ficou em 1,25%, acima do índice de novembro, que teve queda de preços de 0,58%, e de dezembro do ano anterior, que registrou inflação de 0,76%. Entre os segmentos analisados, as taxas registradas foram as seguintes: IPA (1,54%), IPC (0,57%) e INCC (0,35%).

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