sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Mobilidade Urbana

Goiânia fica sem serviço de bicicletas compartilhadas; entenda os motivos

Tidas como uma evolução no sistema de mobilidade em Goiânia, as bicicletas compartilhadas saem de circulação na Capital.

Redaçãopor Redação em
Tidas como uma evolução no sistema de mobilidade em Goiânia, as bicicletas compartilhadas saem de circulação na Capital. | Foto: Reprodução/Internet
Tidas como uma evolução no sistema de mobilidade em Goiânia, as bicicletas compartilhadas saem de circulação na Capital. | Foto: Reprodução/Internet

Por Ítallo Antkiewicz

O serviço de bicicleta compartilhada está fora de funcionamento, por estar sem licitação com a Prefeitura de Goiânia, segundo informações da Secretaria Municipal de Mobilidade (SMM). A previsão é que o termo de referência da licitação seja entregue à prefeitura ainda neste semestre. A expectativa é que o município faça a contratação de novas bicicletas e estações e que as mesmas sejam disponibilizadas em novos bairros da Capital, assim como a integração com o sistema de transporte público.

Com tudo isso, a SMM espera que o serviço seja cada vez mais integrado com a mobilidade urbana e com menos aspecto de lazer, como ocorreu nessas primeiras utilizações. A licitação, entretanto, ocorre com um certo período de atraso, já que era para ter sido realizada em agosto do ano passado, que foi quando venceu o contrato da prefeitura com a empresa Serttel, de Pernambuco.

O serviço estava disponível em Goiânia desde dezembro de 2016. Porém, é realizado por meio de autorização do uso de espaço público e foi feito após um chamamento. Ou seja, isso significa que não houve um processo de concorrência e um contrato de vínculo entre as partes, mas autorização para que a empresa opere na cidade usando o espaço público para implantar as estações com as bicicletas.

O contrato com a empresa pernambucana chegou a ser aditivado por mais seis meses, em janeiro de 2021. Nesta época, o programa de compartilhamento estava vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação após sair da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivo (CMTC). Foi nesse momento que começou a discussão da licitação do serviço. Porém, na época, o pensado era em manter o serviço de maneira semelhante ao que estava em vigor, com a disponibilização de bicicletas em pontos mais atrativos da cidade. Eram 20 estações instaladas nas regiões Sul e Central, que são consideradas mais adensadas e também com pessoas com maior poder aquisitivo.

Mudanças

Para tentar tirar o viés de lazer, uma das medidas apontadas para ser incluída no processo licitatório é a possibilidade de permitir que a bicicleta passe a noite na casa do usuário. Ou seja, a pessoa pode pegar o meio de transporte em determinado horário no terminal, ir para casa, voltar com ela no outro dia e continuar o seu trajeto de ônibus. Isso já é realidade em algumas cidades brasileiras, como Fortaleza, no Ceará. Na capital cearense, o usuário tem até 14 horas para devolver a bicicleta. Isso permite que o ciclista percorra o terço final do trajeto, que é como os especialistas em mobilidade chamam o trecho realizado entre o desembarque do ônibus e a residência.

Apesar disso, a SMM admite que o maior desafio é fazer com que os veículos cheguem até quem realmente precisa. A empresa que faz o patrocínio em Goiânia, a operadora de plano de saúde Unimed, já demonstrou interesse em continuar patrocinando o projeto. A operadora já negocia com a Serttel a continuidade do patrocínio. Além disso, pediu para o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), mais investimentos na malha cicloviária.

Aplicativo

O aplicativo para a continuação do serviço deverá ser gerido pela própria prefeitura. Uma das propostas já realizadas, mas que ainda não obteve resposta, é que o consórcio das empresas do sistema de transporte coletivo (RedeMob) possa ser parceiro na tecnologia de gestão. A ideia é que haja apenas um aplicativo de mobilidade em Goiânia. Nele, será possível comprar passagens de ônibus, BRT e bicicletas.

A previsão é que o processo licitatório para o serviço tenha como objeto o fornecimento das bicicletas e das estações, o rastreamento e a distribuição dos veículos. Além disso, não é descartado que a prefeitura invista em recursos diretamente no sistema de compartilhamento público de bicicletas com subsídio ao programa.

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