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Policial Civil é preso suspeito de sequestrar e extorquir empresário em Alto Paraíso de Goiás

A vítima relatou que foi obrigado a transferir uma grande quantia de bitcoins para a conta de um dos suspeitos

Igor Afonsopor Igor Afonso em 7 de fevereiro de 2022
Houve queda no número de registros de Latrocínios, roubos de caras e veículos, além de 18 pessoas presas e autuadas em flagrante durante a quarentena - Foto: Reprodução/MP-GO
Houve queda no número de registros de Latrocínios, roubos de caras e veículos, além de 18 pessoas presas e autuadas em flagrante durante a quarentena - Foto: Reprodução/MP-GO

Um agente do grupo de elite da Polícia Civil (PC), o GT-3, foi preso em flagrante no último sábado (5) por, supostamente, sequestrar e extorquir o dono de um cassino em Alto Paraíso de Goiás. 

Segundo as investigações, ele e outros dois integrantes da corporação teriam obrigado a vítima a transferir aproximadamente R$ 1 milhão em bitcois – moedas virtuais – para a conta de um deles.

De acordo com relatos do empresário, ele foi abordado pelo trio quando saia de uma pousada. O grupo de policiais desceu do carro portando um fuzil, metralhadora e pistolas, se apresentando como policiais federais.

Rendido pelos suspeitos, o empresário contou que foi levado até um dos chalés da pousada onde foi obrigado a mostrar todas as transações bancárias e aplicativos de banco. Depois, com uma pistola em sua cabeça, foi obrigado a transferir 4.485 bitcoins para um dos suspeitos.

O homem só foi liberado depois de convencer os policiais de que não tinha mais dinheiro ou informações de outros investidores em criptomoedas. Pouco tempo após o comunicado do sequestro seguido de extorsão, militares de Luziânia abordaram o carro onde estavam os três suspeitos, perto de Cezarina.

Eles se apresentaram como policiais civis, mostraram distintivos, armas e carteiras funcionais. Todos alegaram que eram do GT-3 e estavam na região para conduzir uma investigação. Eles foram liberados porque a ocorrência ainda não constava oficialmente na rede de comunicação da PM.

Momentos depois, com a devida verificação, os militares prenderam o dono do carro. Ele, de 40 anos, confessou ter participado do esquema de extorsão e afirmou que seus colegas já haviam retornado para Goiânia. Entretanto, no domingo eles se apresentaram à Corregedoria da Polícia Civil, mas seguem em liberdade.

Confira a nota da Polícia Civil sobre o caso:

“A Polícia Civil de Goiás informa, sobre o caso da dupla de policiais envolvida no caso das bitcoins, que sua Gerência de Correições e Disciplina adota, desde as primeiras horas deste domingo (6), todas as providências cabíveis, de acordo com a legislação, para investigar o caso.

A Gerência não se pronunciará neste momento para que as investigações não sofram intercursos mas, em momento oportuno, a sociedade será informada de mais detalhes do caso.

Informamos, também, que os policiais, que estavam ainda em período de estágio, serão recolhidos do Grupo Tático nesta segunda-feira (7). Os procedimentos serão lavrados e conduzidos até o total esclarecimento do caso”.

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