segunda-feira, 27 de abril de 2026
Crescimento

Previsão de alta para produção de grãos impulsiona empregos no agronegócio

Estiagem do ano passado afetou Goiás menos que outros estados

Redaçãopor Redação em 11 de fevereiro de 2022
Estiagem do ano passado afetou Goiás menos que outros estados | Foto: Reprodução
Estiagem do ano passado afetou Goiás menos que outros estados | Foto: Reprodução

Por Ítallo Antkiewicz

O setor de agronegócio deve experimentar um crescimento de 21,4% na safra de grãos 2021/2022 e a previsão é que essa expectativa eleve a geração de empregos repetindo a alta do ano passado, quando o setor criou mais de 6 mil novos postos de trabalho. O levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que o estado deve produzir 29,8 milhões de toneladas. 

A estiagem sentida no ano passado não afetou profundamente a produção de grãos no estado como em outras regiões do país como no Sul e Centro-Sul. Com isso, Goiás deve produzir acima da média estimada para o país que é de 5%. 

Em relação à produtividade, o levantamento revela que o estado de Goiás deve saltar de 3,8 toneladas por hectare para 4,5 toneladas por hectare, o que significa aumento de 18,8%. Já em relação à área cultivada, a estimativa é de quase 6,6 milhões de hectares, crescimento de 2,2% em relação à safra anterior.

Durante a abertura da Colheita Estadual de Soja, que ocorreu no último dia 3 de fevereiro, em Catalão, no Sudeste goiano, o governador Ronaldo Caiado estimou números recordes na safra de grãos no Estado. “Vamos arregaçar as mangas, pois queremos chegar a 30 milhões de toneladas de grãos. Tenham a convicção de que nós teremos a maior safra”, projetou. Ele ressaltou, ainda, o trabalho que o governo tem feito para estimular, ainda mais, o segmento agropecuário, como é o caso da entrega de maquinários, por meio do programa Mecaniza Campo, e a abertura de estradas, em parceria com os prefeitos.

Carro-chefe

Principal produto da pauta agrícola goiana, a soja deve alcançar 15,0 milhões de toneladas cultivadas no Estado, aumento de 3,2% na atual safra. A área plantada do grão tem previsão de mais de 4,0 milhões de hectares (+2,2%) e a produtividade deve subir para 3,7 toneladas por hectare (+1,0%). Com essa estimativa, Goiás deve ocupar a segunda posição entre os principais produtores de soja no País, atrás apenas do Mato Grosso, que tem previsão de quase 40 milhões de toneladas do grão na atual safra.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça, destaca que a cultura da soja é importante, porque gera emprego e renda em todo o Estado. “O grão é produzido em todas as regiões goianas, o que traz saldo relevante para a nossa economia. É o principal produto exportado por Goiás”, defende. O complexo soja foi responsável por 59,8% das exportações do agro, no Estado, em 2021, somando US$ 4,28 bilhões.

Outras culturas

No milho total (1ª e 2ª safras), a previsão é que Goiás registre aumento de 53,7%, com quase 13 milhões de toneladas produzidas no Estado. A produtividade deve saltar também em 48,6%, chegando a mais de 6,8 toneladas por hectare. Com esse resultado, o Estado mantém a terceira posição no ranking nacional de produção, atrás de Mato Grosso e Paraná.

Nas culturas de sorgo e girassol, Goiás deve manter a primeira posição de maior produtor dos grãos no Brasil. A expectativa é de aumento de 26,6% no cultivo de sorgo em terras goianas, com 1,15 milhão de toneladas, e também de 26,6% em produtividade, com mais de 3,03 toneladas por hectare. No girassol, o crescimento na produção deve alcançar 68%, com 33,6 mil toneladas.

Desempenho no país

Com 16,8% das lavouras já colhidas, a soja deverá registrar uma produção de 125,47 milhões de toneladas, uma queda de cerca de 9% quando comparada com a safra passada. O plantio da oleaginosa ocorreu dentro da janela ideal na maioria das regiões produtoras, o que gerou expectativas positivas. Porém, a partir de novembro, o cenário mudou devido às condições climáticas adversas ocorridas. 

Já para o milho, apesar do clima adverso para a primeira safra, a Conab espera uma recuperação na produção. Segundo a estimativa da estatal, deverão ser colhidos 112,34 milhões de toneladas, um incremento de 29% em relação a 2020/21. A primeira safra do grão deve permanecer em 24 milhões de toneladas, volume muito próximo ao colhido na temporada passada.

Em relação aos preços dos produtos nas principais praças observou-se, no mês de janeiro em comparação com dezembro, certa estabilidade nas cotações de arroz no Rio Grande do Sul, com ligeira queda de 0,1%. Preços estáveis também para o trigo no Paraná. Em contrapartida, o feijão preto no estado paranaense e o feijão cores em São Paulo registraram alta de 20% nas cotações. No Mato Grosso, alta para milho, soja e algodão em 10,5%, 7,6% e 6,7% respectivamente. A oleaginosa também apresentou preços mais elevados em 5,5% no PR.

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