quarta-feira, 24 de junho de 2026
EXCLUSIVO

Médico da Cidade de Goiás acorrenta funcionário negro e ironiza escravidão

Procurado, delegado da Cidade de Goiás deve ouvir ainda hoje os envolvidos para apurar caso.

Redaçãopor Redação em 16 de fevereiro de 2022
Procurado, delegado da Cidade de Goiás deve ouvir ainda hoje os envolvidos para apurar caso | Imagens: Reprodução/ Arquivo pessoal
Procurado, delegado da Cidade de Goiás deve ouvir ainda hoje os envolvidos para apurar caso | Imagens: Reprodução/ Arquivo pessoal

Por Felipe Cardoso e Yago Sales

O médico Márcio Antônio Souza Junior, conhecido na Cidade de Goiás como Doutor Marcim, no interior goiano, divulgou um vídeo onde supostamente submete um funcionário a condições análogas à escravidão. Ele já foi médico da Prefeitura.

Na gravação, que segundo fontes do jornal O Hoje, foi divulgada no perfil do médico no Instagram e removida logo em seguida, o profissional filma um homem negro acorrentado pelas mãos, pés e uma argola no pescoço.

Em seguida, aos risos, o médico dispara: “falei para estudar, mas ele não quer. Então vai ficar na minha senzala”. Em outro trecho, acrescenta: “tenta fugir, pode ir embora” e o homem acorrentado também ri. Populares da região dizem que Márcio faz parte de uma família tradicional da cidade que, por sinal, foi assolada, no passado, pelo regime da escravidão.

Procurado, o delegado da Cidade de Goiás, Gustavo Cabral, informou ao jornal O Hoje que policiais civis buscam pelo suposto funcionário do médico para ouvi-lo e entender se houve crime de racismo ou apologia. “Para determinar como conduzir o inquérito a gente precisa saber o que de fato aconteceu”, diz o delegado.

O médico, segundo o Cabral, já respondeu por ameaça contra um servidor da saúde em um hospital da cidade. Márcio não foi encontrado pela reportagem. O espaço continuará aberto para manifestação do contraditório.

Assista ao vídeo completo a seguir:

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