quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Tensão

Em retaliação a visita de Pelosi, China lança mísseis em águas de Taiwan

É o maior exercício militar da história.

Redação O Hojepor em

A China disparou vários mísseis em direção a Taiwan nesta quinta-feira (4/8). Os exercícios militares sem precedentes ocorrem um dia após a visita da presidente do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a ilha que a China considera como parte de seu território.

Os exercícios são os maiores já realizados pela China no Estreito de Taiwan e começaram conforme programado e incluíram disparos reais nas águas ao norte, sul e leste de Taiwan, elevando as tensões na região ao nível mais alto em 25 anos.

O Comando do Teatro Oriental da China disse que completou vários disparos de mísseis convencionais em águas ao largo da costa leste de Taiwan como parte de exercícios planejados em seis zonas diferentes que Pequim disse que devem ocorrer até o meio-dia de domingo.

Regras violadas

O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou que 11 mísseis balísticos Dongfeng chineses foram disparados em águas ao redor da ilha. A última vez que a China disparou mísseis em águas ao redor de Taiwan foi em 1996.

Autoridades de Taiwan condenaram os exercícios, dizendo que eles violam as regras da Organização das Nações Unidas (ONU), invadem seu espaço territorial e são um desafio direto à livre navegação.

As tensões estavam aumentando antes da visita não anunciada de Pelosi, que esteve na ilha mesmo com alertas enfáticos da China contrários à viagem.

Antes do início oficial dos exercícios de hoje, navios da Marinha chinesa e aeronaves militares cruzaram brevemente a linha mediana do Estreito de Taiwan várias vezes pela manhã, disse à agência Reuters uma fonte taiwanesa.

Ao meio-dia, navios de guerra de ambos os lados permaneciam na área e nas proximidades, e Taiwan enviou jatos e sistemas de mísseis para rastrear várias aeronaves chinesas que cruzavam a linha.

“Eles voaram para dentro e depois para fora, de novo e de novo. Eles continuam a nos perturbar”, disse a fonte taiwanesa.

A China, que reivindica Taiwan como parte de seu território e se reserva o direito de tomar a ilha à força, afirmou que suas diferenças com a ilha autogovernada são um assunto interno.

“Nossa punição aos obstinados pela independência de Taiwan, força externa é razoável, legal”, disse o escritório chinês de assuntos de Taiwan, com sede em Pequim.

Em Taiwan, a vida estava praticamente normal, apesar das preocupações de que Pequim pudesse dar o passo sem precedentes de disparar um míssil sobre a ilha principal, semelhante a um lançamento da Coreia do Norte sobre a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, em 2017.

Japão

Cinco mísseis balísticos disparados pela China parecem ter caído na zona econômica exclusiva do Japão (ZEE), disse o ministro da Defesa japonês, Nobuo Kishi, nesta quinta-feira, acrescentando que foi o primeiro incidente desse tipo.

O ministro acrescentou que o Japão apresentou um protesto por vias diplomáticas.

Com informações da Agência Reuters.

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