segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Fim da parceria

Adidas encerra parceria com Kanye West após declarações antissemitas

Fabricante disse que “não tolera antissemitismo e qualquer outro tipo de discurso de ódio”

Mariana Fernandespor em

A Adidas, marca alemã de roupas esportivas, anunciou nesta terça-feria (25), que encerrou a parceria com o rapper americano Kanye West (ao qual mudou o nome para Ye). O fim da parceria estimada em cerca de 1 bilhão de dólares, ocorreu após o músico ter feito declarações antissemitas, divulgado comentários supremacistas e provocado os executivos da marca. 

A parceria teria sido feita com a marca Yeezy, criada por Ye, após o rapper ter deixado a Nike. Segundo estimativa da Forbes, mais de 2 bilhões de dólares foram decorrentes deste contrato. 

“A Adidas não tolera antissemitismo e qualquer outro tipo de discurso de ódio”, disse a mesma em comunicado. “Os comentários e ações recentes de Ye foram inaceitáveis, odiosos e perigosos, e violam os valores da marca de diversidade e inclusão, respeito mútuo e justiça”.

Adidas encerra parceria com Kanye West após declarações antissemitas

Nas redes, West havia publicado um vídeo em que aparecia mostrando uma “cena” para os executivos da Adidas. Em seguida, um dos homens pergunta se a cena era de cunho adulto, mas Ye responde que se tratava de “Jesus Cristo”. O gesto, segundo o músico, teria sido uma analogia ao que a marca estaria fazendo com suas criações. “Quando alguém rouba as ideias desse homem, suas criações, é como se você estivesse roubando uma criança. Estes são todos filhos da mente dele, e você os sequestrou”, completou. 

Após a repercussão e a demora de posicionamento por parte da Adidas, o Conselho Central de Judeus, na Alemanha, divulgou um duro comunicado, em que dizia:

“A responsabilidade histórica da Adidas está não apenas nas raízes alemãs da empresa, mas também em seu envolvimento com o regime nazista. Eu simplesmente espero que tal empresa tome uma posição estrita em relação ao antissemitismo”, disse Josef Schuster, chefe do conselho.

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preconceito

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