terça-feira, 3 de novembro de 2026
Desarticulação

Cerca de 1.300 bolsonaristas são removidos do QG do Exército em Brasília

Os manifestantes depredaram o plenário do STF e parte do Planalto, sede do Governo Federal

Ícaro Gonçalvespor em
Cerca de 1.300 bolsonaristas são removidos do QG do Exército em Brasília
Os manifestantes depredaram o plenário do STF e parte do Planalto

Uma ação do Exército e a Polícia Militar na manhã desta segunda-feira (9/1) faz um cerco contra o acampamento de bolsonaristas em frente ao QG da Força Armada, em Brasília. Cerca de 1.300 pessoas foram detidas e levadas em 40 ônibus para o complexo da polícia civil.

Os golpistas não ofereceram resistência e aceitaram entrar nos ônibus. Ainda há algumas pessoas no acampamento. A retirada e as prisões ocorrem em cumprimento à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Entenda

Um grupo de bolsonaristas conseguiu invadir no Palácio do Planalto e o prédio do STF na tarde de ontem (8/1). Os manifestantes depredaram o plenário da Corte e da sede do Governo Federal.

Armados com pedaços de paus e pedras, os bolsonaristas não tiveram muita dificuldade para invadir a Praça dos Três Poderes, na capital federal. Policiais militares tentaram conter a invasão com spray de pimenta, porém, eles conseguiram invadir os prédios dos três poderes da República.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, monitora a situação e ligou para o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), cobrando reforço de segurança.

Pedido de prisão de Torres

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF a prisão em flagrante e todos os envolvidos na invasão dos prédios que constituem os Três Poderes da República e do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres.

Além disso, a AGU exige a determinação de remoção de qualquer conteúdo que incite atos de vandalismo das redes sociais.

A petição foi incluída nos inquéritos das fake news e das milícias antidemocráticas, ambos sob relatoria de Alexandre de Moraes. No documento, a AGU alega que os atos “importam prejuízo manifesto ao erário e ao patrimônio público e também causam embaraço e perturbação da ordem pública e do livre exercício dos Poderes da República, com a manifesta passividade e indício de colaboração ilegal de agentes públicos”.

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