sábado, 15 de agosto de 2026
Lei suspensa

Lei que proibia visita íntima em presídios é suspensa pelo TJ-GO

Lei entrou em vigor no dia 17 de janeiro deste ano

Ana Júlia da Cruz Costapor Ana Júlia da Cruz Costa em
Lei entrou em vigor no dia 17 de janeiro deste ano | Foto: Reprodução/Governo de Goiás
Lei entrou em vigor no dia 17 de janeiro deste ano | Foto: Reprodução/Governo de Goiás

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) suspendeu a lei estadual nº 21.784/2023, que proibia visitas íntimas em presídios goianos. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22), durante uma sessão online ordinária do Órgão Especial do TJ-GO. A medida concedida partiu de forma unânime entre os desembargadores.

Segundo avaliação do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Rafael Lara Martins, a decisão é a mais prudente, visto que a lei em questão viola a Constituição Federal de 1988 e os direitos fundamentais e humanos. O presidente da OAB-GO destaca em sua fala que: “A afronta à Constituição de 1988 se dá por ofensa material a uma multiplicidade de normas constitucionais, especialmente no que tange à dignidade da pessoa humana, ao direito fundamental à intimidade, aos direitos de personalidade […]”

Rafael ainda reforça a importância e o dever que o Estado tem em proporcionar a preservação dos vínculos familiares ou até o reestabelecimento deles, sendo a visita íntima dos familiares dos presos uma forma de consolidar este direito a essas pessoas.

Histórico da lei

A Lei nº 21.784 entrou em vigor no dia 17 de janeiro deste ano e quem apresentou seu projeto foi o deputado estadual Henrique Arantes (MDB). Assim que promulgada pelo então presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (ALEGO), Lissauer Vieira (PSD), Rafael Lara Martins entrou com o pedido contestando a constitucionalidade da decisão.

A solicitação do presidente da OAB-GO passou pela Comissão de Direito Constitucional e Legislação (CDCL), Comissão de Direito Criminal (CDCrim), Comissão de Execução Penal (CEDEP) e Comissão dos Direitos Humanos (CDH). Depois de votação no Pleno, o pedido foi acolhido com unanimidade pela OAB-GO e foi protocolado em 14 de fevereiro.

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.