segunda-feira, 27 de julho de 2026
Investigação

Justiça alemã mantém prisão das duas goianas detidas há um mês

Segundo autoridades, há fortes indícios de que as brasileiras são mesmo inocentes

Ana Júlia da Cruz Costapor Ana Júlia da Cruz Costa em 6 de abril de 2023 às 19:48
Segundo autoridades, há fortes indícios de que as brasileiras são mesmo inocentes | Foto: Reprodução
Segundo autoridades, há fortes indícios de que as brasileiras são mesmo inocentes | Foto: Reprodução

A Justiça da Alemanha manteve a prisão das goianas presas em Frankfurt há um mês, após terem malas trocadas por bagagem com 40 quilos de cocaína. Conforme investigação preliminar, a troca teria acontecido no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A audiência de custódia de Jeanne Paollini e Kátyna Baía ocorreu na quarta-feira (5).

O Gabinete de Assuntos Internacionais de Goiás, que acompanha o caso, explicou que um juiz alemão solicitou as provas obtidas pela Polícia Federal (PF) durante as investigações. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Itamaraty que devem repassar estas informações.

O juiz explicou que a PF chegou a enviar o inquérito por adida aduaneiro, quem representa o Brasil em assuntos técnicos e de negociação internacional. Mesmo com esses dados, ele também solicitou informações sobre a investigação e o inquérito dos presos na operação de terça-feira (4).

As autoridades brasileiras descobriram com a apuração que funcionários terceirizados do aeroporto de Guarulhos trocavam etiquetas de malas para enviar drogas para o exterior. Na ação do dia 4 de abril, a PF prendeu seis investigados.

Segundo a justiça alemã, há fortes indícios de que as brasileiras são realmente inocentes. Apesar disso, querem ter acesso a essas outras informações antes de soltá-las. A superintendente da Polícia Federal em Goiás, Marcela Rodrigues, também comentou sobre a possível inocência das goianas.

“Elas embarcaram com malas contendo menos de 20kg e foi identificado no aeroporto da Alemanha 20kg de entorpecentes em cada uma das bagagens. Elas afirmaram que as malas não eram delas”, detalhou a delegada.

Entenda o caso

As duas goianas detidas em Frankfurt no dia 5 de março deste ano são uma veterinária e uma personal trainer. A polícia alemã abordou as duas mulheres na troca de avião. Na ocasião, as duas faziam escala em Frankfurt e tinham como destino Berlim. Elas não chegaram a ver as malas apreendidas e as bagagens não foram encontradas até hoje.

Giordano Sárvio Cavalcante de Souza, chefe do gabinete de Assuntos Internacionais, contou que o casal comprou a viagem com antecedência e tinha como plano visitar vários países europeus.

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