quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Proposta

CCJ da Câmara de Goiânia aprova regulamentação do 5G

Projeto estava sob relatoria do vereador Kleybe Morais desde dezembro

Luan Monteiropor em
Projeto estava sob relatoria do vereador Kleybe Morais desde dezembro. | Foto: Câmara
Projeto estava sob relatoria do vereador Kleybe Morais desde dezembro. | Foto: Câmara

Após uma grande repercussão diante do atraso no debate sobre a regulamentação de torres e antenas na capital, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia aprovou, nesta quarta-feira (12), por unanimidade, o texto base do 5G.

A proposta do Paço Municipal estava travada há quatro meses sob a relatoria do vereador Kleybe Morais (MDB). O emedebista incluiu o relatório na ordem do dia após uma grande repercussão da imprensa.

A celeridade era cobrada pelo vereador Lucas Kitão (PSD) que criticou os pedidos de diligências do relator na Comissão. O parlamentar, que não é membro da comissão, participou da sessão desta quarta e parabenizou os membros da comissão pelo avanço no projeto apresentado pela prefeitura.

A regulamentação, segundo Kitão, segue a Lei Geral de Antenas, que é de 2015. Ele ainda avaliou que a análise movimentou o projeto que é a base de sustentação para melhorar o sinal 5G que precisa de Estações Transmissoras de Radiocomunicação (ETR’s) para disseminar o sinal e para liberar as torres de 4G e 3G para atender os demais celulares. Além de não ter grande impacto ambiental.

“É um projeto que estava há 4 meses na CCJ. São oitos meses desde a liberação do sinal 5G em Goiânia e a população tem cobrado de todo o Legislativo, por isso é preciso dar essa resposta porque as outras capitais estão mais avançadas, assim como outros municípios da Região Metropolitana”, afirmou o pessedista.

O vice-presidente de articulação política da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação Seção Goiás (Assespro Goiás), Walter Julião Machado Júnior, também participou da sessão na Comissão. Ele avaliou que a proposta contempla as empresas de tecnologia. “Dá as ferramentas necessárias para desenvolver a capital”, pontuou.

“O principal ponto é o da capilaridade de torres e antenas, que serão distribuídas em uma distância menor e que permite o cidadão se movimentar sem queda de conexão, que é uma especificidade da tecnologia 5G”, explicou.

Audiência Pública

No início de março, o pessedista Lucas Kitão (PSD) realizou uma audiência pública para debater o projeto do Paço Municipal. Estiveram presentes representantes da Associação Brasileira de Infraestrutura e Telecomunicações (Abrint), do Programa de Defesa do Consumidor de Goiás (Procon Goiás) e do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Celular e Pessoal (Conexis Brasil).

Na ocasião, todos chegaram à conclusão de que a falta de legislação dá uma insegurança jurídica à instalação de torres e antenas na capital. Isso, segundo Kitão, atrasa os investimentos na capital e tem colocado Goiânia um passo atrás dos demais municípios da Região Metropolitana.

“O prefeito de Goiânia também pode se beneficiar. Ainda não somos uma cidade inteligente e essa proposta pode sair do papel. Pode permitir que nos adequamos a internet das coisas e vai reduzir os prazos para instalar torres e antenas, que hoje demoram até dois anos ”, emendou Lucas Kitão

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