sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde

Polícia desarticula esquema da maior fábrica de anabolizantes ilegal do Brasil

Organização também tinha empresa de transportes para facilitar na distribuição dos anabolizantes

Ana Júlia da Cruz Costapor em
Organização também tinha empresa de transportes para facilitar na distribuição dos anabolizantes | Foto: Divulgação/PCGO
Organização também tinha empresa de transportes para facilitar na distribuição dos anabolizantes | Foto: Divulgação/PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) realizou nesta quarta-feira (26) a Operação Bomba. Por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Anápolis, as autoridades desarticularam uma organização criminosa suspeita de fabricar, revender e distribuir anabolizantes adulterados. Ao todo, a corporação cumpriu 23 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão. Além disso, foi feito o sequestro de bens/bloqueio de valores das contas dos investigados, incluindo imóveis e veículos automotores.

O montante ultrapassa R$ 31 milhões de contas bancárias registradas sob o nome de 40 pessoas, sendo físicas e jurídicas. Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Silvânia e Anápolis. O Poder Judiciário autorizou ainda o sequestro de 11 veículos de luxo, sendo um deles uma BMW de R$ 800 mil. Além disso, um dos integrantes do esquema foi preso em casa, localizada em um condomínio de alto padrão, em Goiânia.

Como o grupo atua?

A organização criminosa atua em Anápolis, onde fica a fábrica e o centro de distribuição dos produtos para todo o Brasil. O laboratório ilegal mantido pelo grupo é considerado o maior do país de esteroides anabolizantes. O delegado Jorge Bezerra, titular do Geic Anápolis, comentou um pouco sobre as ações dos envolvidos: “O grupo produz duas marcas das substâncias, tendo, no país, um perfil em rede social com o maior número de seguidores do ramo e patrocina os maiores influencers brasileiros dessa área.”

Estas substâncias produzidas e vendidas podem causar sérios danos à saúde dos consumidores. No esquema, o laboratório produzia o material de menor qualidade. Eles chegavam a colocar colorau, um tempero de cozinha, para mudar a cor do produto de modo a falsear. Dessa forma, ficava com a cor típica da testosterona sintética.

Conforme a investigação aponta, o líder do esquema faz uso de anabolizantes, mas de outra empresa. Segundo a polícia, isso indica que o homem tem consciência sobre os riscos das substâncias feitas na própria fábrica. Ainda de acordo com a PCGO, os alvos da investigação são as pessoas que integram o grupo criminoso, entre elas estão aquelas que trabalham no laboratório, outras da gerência, entrega, fabricação e os laranjas.

Além desta empresa de anabolizantes, o grupo criou uma de transportes, também em Anápolis. A ideia era distribuir mais facilmente os esteroides anabolizantes.

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