quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Viagem

Depois de Lula, PT vai à China discutir com Partido Comunista Chinês

País asiático avança com política externa de seu líder Xi Jinping

Yago Salespor em
País asiático avança com política externa de seu líder Xi Jinping | Foto: Reprodução
País asiático avança com política externa de seu líder Xi Jinping | Foto: Reprodução

Enquanto a delegação goiana – com 29 integrantes -, sob o comando do vice-governador, Daniel Vilela (MDB), já faz acordos com empresários, diplomatas e políticos chineses, um grupo formado por 20 representantes da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), desembarca na China menos de três depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Esse intercâmbio faz sentido: a China tem se esforçado para atrair a atenção, por meio de sua bem-sucedida política de eficiência em administração de recursos públicos e incentivos privados, principalmente na questão de infraestrutura e tecnologia. 

É bom discutir essa relação diplomática para entender que vai além de um interesse de acordos comerciais. O Partido Comunista da China, que detém  poder absoluto na política local, conseguiu, com a ida de Lula em abril, uma promessa: enviar membros do partido para que, claro, além de apresentar-lhes a pujança tecnológica e econômica, a forma de gestão do partido. 

Desde 1950, como lembrou, em coluna do jornal O Globo, Marcelo Ninio, a China reforça laços com grupos que têm alguma afinidade ideológica. E, para eles – o que é ótimo para relações comerciais e diplomáticas – Lula é um bom representante do jeito de o país asiático conduzir a política. Evidente que o Brasil sob Lula é uma democracia amadurecendo aos poucos, que, mesmo com os auspícios de um grupo insano, se restabelece a cada pleito eleitoral. 

A comitiva do Partido dos Trabalhadores vai ser chefiada pelo secretário-geral nacional da legenda de Lula, Henrique Fontana. Além de dirigentes, também está no país comunista o senador pernambucano Humberto Costa. 

Pelo Twitter, Costa comemorou o encontro que teve com o ministro Lui Jianchao e outros membros do Governo Chinês. “Discutimos o desenvolvimento sustentável e a valorização dos trabalhadores. Seguiremos estreitando laços com a China, país que é o 3º maior parceiro comercial do Brasil”, escreveu o senador. 

Já na missão à China comandada pelo vice-governador Daniel Vilela, além dele, estão o presidente da Acieg, Rubens Fileti, o presidente da Adial, Edwal Portilho, o presidente da ASBM, Luiz Fernando Guimarães, o presidente da Juceg, Euclides Barbo, o deputado estadual Veter Martins, o secretário de Relações Internacionais do governo de Goiás, Giordano Souza, assessor da Vice-Governadoria Euler Morais e os empresários Getúlio Faria, Erenice Guerra e Mesquita. E, também, os secretários de Aparecida, Felismar Martins (Indústria e Comércio), Einstein Paniago (Fazenda). 

O estreitamento dessas relações se configuram em números. A China alcança 56% das exportações de produtos de Goiás. A comitiva fez uma reunião na embaixada do Brasil com investidores e executivos de diferentes setores, onde os chineses conversaram com os empresários goianos. 

O país asiático é destino de 56% de todas as exportações goianas, com destaque para as commodities. No entanto, eles também desejam avançar em outras áreas, como energias renováveis, construção civil, tecnologia e inovação. 

Para o vice-governador do Estado, Daniel Vilela, os números revelam a importância da visita à China.  “Goiás tem feito o dever de casa nos últimos quatro anos, equilibrando as contas, e está pronto para fazer negócios com o mundo, não apenas no setor agrícola, mas também na nova industrialização, que tem sido o foco de atuação do vice-presidente Alckmin”, disse Vilela.

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags: