Qual a nacionalidade de um bebê nascido em um voo internacional?
Como as nações decidem essa situação?
Digamos que uma mulher grávida precisou fazer uma viagem internacional de avião (por mais que os médicos não recomendem a prática) e, por coincidência, ela acabe entrando em trabalho de parto na aéronave. Em uma situação como essa, como se determina a nacionalidade da criança?
Cada nação deve analisar o caso
Essa questão cuasa bastante debate, e cada caso deve ser analisado conforme o país por onde o voo está passando. Por exemplo, algumas nações consideram o direito sanguíneo do recém-nascido (conhecido na lei como jus sanguinis) ou seja, ele irá herdar a nacionalidade do pai, da mãe ou até mesmo de ambos.
Mas, em alguns casos existe a possibilidade do peso maior do direito de solo (ou jus solis na forma da lei), onde o país garante a nacionalidade ao bebê que nasce em seu território, independente da origem dos pais. Aliás, isso também vale para o espaço aéreo.
Um exemplo da aplicação do direito jus solis aconteceu em 2015, quando uma melher grávida saiu de Taiwan com destino à cidade de Los Angeles, Estados Unidos, e já no espaço aéreo do país norte-americano, a mãe acabou entrando em trabalho de parto. Neste caso, a criança foi considerada cidadã estado-unidense.
Os casos de direito jus solis são bem mais comuns nas Américas. Dependendo das circunstânias, existe a possibilidade do bebê conseguir a dupla nacionalidade conforme o território de origem do país.
Caso o parto aconteça em uma aeronave brasileira, a criança de pais nascidos no Brasil já garante ao bebê a mesma nacionalidade, pois o avião é considerado uma extensão do nosso território quando está em voo.
É perigoso ter um bebê durante o voo?
Se uma pessoa grávida entrar em trabalho de parto durante o voo, existem algumas medidas que devem ser tomadas. Se o parto for de risco, por exemplo, o comandante do avião pode tentar um pouso no aeroporto mais próximo e solicitar ajuda na área em que foi feita a parada.
Porém, existem situações em que é preciso tomar decisões um pouco mais rápidas. Neste caso, a tripulação (que tem conhecimentos em primeiros socorros) pode ajudar no parto, e se um médico estiver no voo ele também pode prestar ajuda caso se prontifique a acompanhar o processo.
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