quarta-feira, 24 de junho de 2026
Dança das Cadeiras

Com Braga na prefeitura, Romário esfria conversas sobre mudança de partido

Presidente da Câmara Municipal deve esperar janela partidária, no ano que vem, para definir nova casa

Redaçãopor Redação em 5 de julho de 2023
Romário estava com conversas avançadas com o MDB e o PT | Foto: Câmara Municipal de Goiânia
Romário estava com conversas avançadas com o MDB e o PT | Foto: Câmara Municipal de Goiânia

Por Felipe Cardoso e Francisco Costa

Presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Patriota) não tem falado de mudança de partido, neste momento. Fontes ligadas ao vereador afirmam que o assunto esfriou após o líder estadual da sigla, Jorcelino Braga, chegar à prefeitura. 

Braga não tem cargos, mas indicou Célio Campos para a secretaria de Comunicação. A participação esfriou, também, as desavenças de Romário com o prefeito Rogério Cruz (Republicanos). Pelo menos publicamente. 

Mas ainda sobre a legenda, anteriormente Romário estava com conversas avançadas com o MDB e o PT. O parlamentar poderia, inclusive, entrar na disputa pela prefeitura da capital por uma dessas siglas.

Há alguns meses as conversas com a cúpula petista estavam quentes. Atualmente, o partido tem como maior expoente no Estado a deputada federal, Delegada Adriana Accorsi. Ela, contudo, tem dito que não pretende disputar a prefeitura da capital – o que pode mudar, claro. 

Nesse vácuo, o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira (PT), avança como pré-candidato. Ainda assim, à época de mais articulação, Romário, três vezes presidente da Câmara de Goiânia, estaria bem cotado.

Mas com o esfriamento, a decisão de Policarpo deve ficar para a janela partidária, no ano que vem. Sem essa definição antecipada, ele deve trabalhar de maneira ativa nas eleições do ano que vem, mas de olho em 2026, quando deve disputar a Câmara Federal. 

Assim, o político deve retornar ao Legislativo municipal trabalhando para ficar entre os mais votados no ano que vem. Tendo sucesso, disputa cadeira de deputado para, só então, buscar a realização do sonho do Executivo municipal.

Insatisfação

Nos bastidores, a informação é que existe a insatisfação de Romário com a prefeitura em relação às emendas impositivas. Segundo um aliado do presidente da Câmara, não se sabe o percentual real de execução. Policarpo, entretanto, tem evitado críticas, recentemente. As articulações seguem atrás das cortinas.

Mas de volta às emendas impositivas, o caso não é novidade. Em fevereiro, inclusive, a Mesa Diretora da Câmara publicou uma emenda à Lei Orgânica do Município que obriga a prefeitura de Goiânia a enviar, a cada dois meses, um relatório detalhado com as informações sobre o cumprimento e execução das emendas impositivas. 

A matéria é do vereador Anderson Sales Bokão. “Apesar do caráter impositivo, as emendas individuais não são efetivamente cumpridas, o que gera desgaste com a comunidade que vê a expectativa de usufruir de direito ou bem público frustrada”, disse à época. 

Ainda naquele momento, o vereador reforçou que as emendas estão previstas na Constituição e na Lei Orgânica. “Tratam-se de emendas individuais apresentadas por corpo técnico, depois aprovadas em plenário e então enviadas ao Poder Executivo que irá acatá-las.” 

Ele citou que estas emendas individuais precisam estar na Lei Orçamentária Anual e não estão sujeitas a discricionariedades do Executivo. “Não havendo questões técnicas, têm que ser executadas. Mas o que se percebe é o não cumprimento. O parlamentar fica sem saber a programação, quando irá iniciar… e essa obscuridade fez com que eu apresentasse esta emenda alterando a Lei Orgânica para obrigar o Executivo a enviar o relatório para que os parlamentares saibam onde e quando elas serão aplicadas.”  O Jornal O Hoje questionou a prefeitura de Goiânia sobre como estaria a execução das emendas impositivas. Não houve retorno até o fechamento. 

Patriota

O Patriota deve mudar, o que permitiria uma mudança antecipada de partido — fora da janela. A sigla, que se funde com o PTB, se tornará o Mais Brasil. Esta, contudo, depende de homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nem mesmo Braga sabe estipular uma data. Segundo ele, a Corte despachou o caso ao Ministério Público. Questionado sobre um período, ele diz que “é o prazo da Justiça”.

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