sexta-feira, 1 de maio de 2026
Estratégia

Viagem à China eleva otimismo sobre Brasil no exterior no 2º trimestre

A visita do presidente pode ter ajudado a evidenciar o papel de destaque do país na esfera política internacional

Mariana Fernandespor Mariana Fernandes em 21 de julho de 2023
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|Chinese President Xi Jinping (R) and Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva shake hands after a signing ceremony at the Great Hall of the People in Beijing on April 14, 2023. (Photo by Ken Ishii / POOL / AFP)

A mídia chinesa acabou sendo a maior responsável pela maior parte das menções positivas à economia brasileira. A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o otimismo da cobertura dos jornais internacionais sobre a economia brasileira no 2º trimestre deste ano. 

A visita do presidente pode ter ajudado a evidenciar o papel de destaque do país na esfera política internacional e mostra o interesse do Brasil em estreitar laços com a governo chinês. Segundo o professor de Economia e Relações Internacionais da Espm, Leonardo Trevisan, a grande expectativa da visita é abrir espaço para que o Brasil “sente na mesa decisória” do mapa geopolítico mundial. “O Brasil se aproxima da China na condição de ocupar algum espaço, uma confluência de interesses. A China enxerga que esse lado do continente (América Latina) está próximo, e o Brasil tem uma questão de liderança que é indiscutíve”, destacou. 

A percepção, segundo levantamento do Grupo BCW atingiu 430 pontos de reputação no último trimestre, sendo 192 pontos realizados pela mídia chinesa. Ao todo a pesquisa analisou 277 relatórios da Alemanha, Argentina, China, Estados Unidos, França, Inglaterra e México. Entre os destaques da pesquisa também está as diversas críticas feitas pelo governo e pelos aliados de Lula ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. 

“Houve uma intensificação das críticas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, antes e depois da decisão do Copom de manter a alíquota básica em 13,75% ao ano. Além de Lula, Haddad [Fazenda] e Simone Tebet [Planejamento] passariam a expressar suas divergências publicamente, ou o que repercutiria na imprensa estrangeira”, diz o estudo.

Quanto às teorias publicadas em reportagens do período, 65% eram positivas e 35% negativas. O resultado foi o melhor da França, Alemanha e China, cujos veículos analisados ​​revelaram positivamente a economia brasileira em 100% dos dois textos analisados.

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